Asiste-se ainda as expectativas dos agentes económicos (sector privado e as famílias) e há sinais de maior credibilidade e confiança no novo Executivo, sobretudo para a geração de emprego e mitigação dos problemas sociais mais prementes que o país vive.
Bens de primeira necessidade registam tendência de baixa dos preços, mas ainda, assim, onera o bolso dos consumidores que perderam o seu poder de compra. Aguarda-se que se efective o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI).
Crédito bancário abrandou em função da variação do mercado, quando comparado com o de outros países africanos. No Ranking do Doing Business Report 2017, Angola encontrava-se na posição 181 entre 189 economias, a par do elevado custo do capital e da fraca remuneração dos depósitos,
Desemprego e pobreza estão juntos. De 2014 a 2017 foram desempregados mais de 100 mil nacionais elevando a taxa para mais de 24%. Para 2019, há boas perspectivas, mas a criação de empregos com uma remuneração digna e justa é a melhor forma de distribuir o rendimento nacional e de combater a pobreza.
Está-se em curso o mecanismo de repasse de financiamentos externos para o sector privado da economia e criar linhas de crédito destinadas à aquisição de equipamentos e insumos agrícolas e ao apoio às empresas exportadoras nos clusters prioritários.
Formalização legal para atribuição de subsídio no preço do gasóleo na ordem dos 40 por cento para fins agrícolas é o que os produtores nacionais exigem do Ministério da Agricultura e Florestas, mas há garantias que se efective em 2019 para acelerar o processo produtivo.
Garantiu-se o reforço da PGR com recursos humanos especializados dotando-os de formação especializada com meios legais e técnicos de combate ao crime económico e à corrupção, bem como para a UIF, Tribunal de Contas e a Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE).
Habitação é um dos problemas mais prementes, pois continou-se a constatar dificuldades no acesso a moradias. Para o efeito, deve-se prosseguir com o Programa Nacional de Urbanismo e Habitação, disponibilizando terrenos infraestruturados e legalizados para permitir a auto-construção dirigida.
Implementou-se e aprovou-se o Pacote Legislativo dos Preços e Concorrência para efeitos de controlo dos gastos com subsídios a preços e reviu-se os benefícios de ex-governantes, particularmente dos que se encontram em funções em organismos públicos.

Juros praticados pela banca comercial continuam altos, razão que encarece o custo do capital ao sector privado, reduzindo o investimento para financiar a produção interna e a importação de matérias-primas, afectando a actividade económica e contribuindo para a escassez de bens e serviços.
Karl Marx (1818-83) foi um dos raros autores que se preocupou com o fenómeno das crises económicas, considerando-as inevitáveis e inerentes ao sistema capitalista, tendo formulado algumas ideias sobre crises, medidas de valorização do capital. Esse pensamento é seguido por Angola. 
Leva-se a cabo a implementação do Programa Nacional de Competitividade e Produtividade para a alcançar a competitividade estrutural, acelerar a diversificação da produção nacional e melhorar a posição de Angola nos rankings internacionais.
Melhorou-se a capacidade de previsão e gestão da liquidez, com a adopção de metas monetárias consistentes com os objectivos de política de combate à inflação e aceleração do crescimento económico real. 
Níveis de acesso aos serviços de telecomunicações em Angola mantêm-se, estando a decorrer um processo de entrada de uma terceira operadora, mas até ao momento não se vislumbra nenhum sinal para o efeito. O certo é que os preços praticados continuam altos se comparado com a região. 
O  diferencial entre os mercados primário e informal baixou ligeiramente, traduzindo num sinal de uma possível estabilicidade da segmentação do mercado cambial, cujos resultados não se esperam no curto prazo devido às restrições da moeda estrangeira.  
Política económica do Governo é clara e inequívoca, pois concebeu-se e implementou-se um credível e eficaz Programa de Estabilização Macroeconómica (PEM), para reunificar o mercado cambial, reduzir as taxas de inflação e criar-se o ambiente propício ao investimento privado.
Quadro de isenções tributárias e optimizar o Imposto Industrial ajudaram no equilíbrio das necessidades fiscais do presente e do futuro, já à luz da entrada da Nova Pauta Aduaneira aprovada no passado mês de Agosto pela Assembleia Nacional.
Redinamizou-se o programa de redimensionamento e reestruturação do sector empresarial público, concorrendo para o efeito a criação de princípios base e do quadro legal da privatização do património empresarial e a estratégia de reestruturação da Sonangol.
Sector produtivo e financeiro devem estar combinados com outras áreas sociais, como por exemplo a saúde, a educação, o emprego para os jovens, o combate à fome e à pobreza e o desenvolvimento rural, anunciadas como compromissos urgentes na mais recente estratégia de curto prazo.
Tarifas de electricidade e água foram reajustadas. O novo tarifário impõe às empresas de distribuição e comercialização de água e luz a celebração de contrato de fornecimento dos bens e instalação e manutenção de equipamentos de medição de consumo.
Uniformizou-se a Política Migratória Nacional, no contexto da Política Nacional de População, para adopção de um regime de concessão de vistos e de autorizações de residência, que promova o investimento estrangeiro e a entrada de expatriado qualificado ou de profissões inexistentes na força de trabalho nacional.
Verificou-se o aprofundamento e actualização do diagnóstico das finanças públicas e das operações do banco central e da política monetária, resultando em reformas de curto prazo, com robustez bastante no âmbito do Programa de Estabilização Macroeconómica,  que terá 18 meses de execução.
Xangai, a par de Pequim, a capital chinesa, é o maior centro comercial e financeiro da China, onde esteve por duas ocasiões, o Presidente da República, João Lourenço, tendo conseguido um apoio financeiro do monstro asiático de mais de 2 biliões de dólares norte-americanos para fortalecer as finanças públicas nacionais.
Yamaha, a par de outras marcas de automóveis, regista baixa na comercialização dos seus produtos em Angola. É um sector que ressentiu da crise em Angola tendo reduzido nas vendas em 90% desde 2014. Há dificuldades na importação de acessórios, devido à falta de divisas, o que tem encarecido os preços no mercado nacional. 
Zona Económica Especial Luanda- Bengo está a ser dinamizada, já com a entrada em exercício desde Setembro do novo conselho de administração. Os desafios são: dotar o local de infra-estruturas adequadas à instalação de empresas capazes de fomentar a produção, o emprego, a competitividade e a inovação.