Os empresários angolanos apresentaram como proposta, durante o encontro realizado recentemente com o Presidente da República, João Lourenço, a criação de um Banco Regional Forte, com capital acima de mil milhões de dólares, para aumentar o “ Funding”- financiamento que permita a realização de negócios a nível nacional e regional sem que se recorra a “ Funding Externo”, que obrigue as empresas a um esforço administrativo acima das necessidades e possibilidades actuais.
Por outro lado e de acordo com dados recentemente avançados, um total de 141 mil milhões de Kwanzas deverão ser disponibilizados, até ao final deste ano, por oito bancos comerciais angolanos, para financiar o Programa de Apoio ao Credito (PAC) , aprovado em Decreto Presidencial a 17 de Maio, que visa facilitar o acesso ao credito aos produtores que se queiram dedicar à produção dos 54 produtos da cesta básica.
Segundo o memorando sobre as “Linhas de Actuação do Governo na Economia Real”, aposentado ao Presidente da Republica, João Lourenço, pelas associações empresariais, o grupo de trabalho deve identificar a selecção dos projectos elegíveis a nível do sector produtivo.
Os produtos elegíveis, que vão constar no PRODESI, devem ser aqueles que já se encontram em fase de conclusão e necessitam de recursos para a sua finalização, assim como seleccionar e optimizar as fontes de financiamento para os próximos quatro anos.
Os empresários atribuem ao grupo de trabalho multidisciplinar, a responsabilidade de identificar a metodologia para a estruturação e capacitação de empresas, de modo a melhorar o acesso ao credito, bem como definir os produtos financeiros e de seguros, que farão parte do referido Plano Operacional.
Precisa-se ainda, na óptica dos empresários, de criar mecanismos legais que permitam a implementação da subvenção dos combustiveis, como forma de mitigar os custos de produção, por falta de energia eléctrica na maioria das propriedades agrícolas, hoteleiras e industriais.