As empresas nacionais dos ramos da agricultura, petróleos, alimentação, tecnologia metalomecânica destacaram-se na trigésima edição da Feira Internacional de Luanda, com a utilização pela primeira vez no certame do símbolo “Feito em Angola”.

A maior bolsa de negócio de Angola, que conta com mil empresas nacionais e estrangeiras, está a servir para a promoção da produção nacional. São exemplos as empresas Imex Trade e Angoplásticos. A primeira dedica-se à produção de tanques e tubos, pvp/polietileno, da marca Hipo. A Imex produz igualmente colchões da marca Smartflex, produto que está a ser apresentado  com a marca “Feito em Angola”.

Com um investimento recente de mais de 400 milhões de Kwanzas numa nova unidade fabril em Viana, a Imex Trade revelou que a taxa de crescimento da sua facturação anual ronda a ordem dos 30 por cento e espera recuperar o investimento num prazo compreendido entre 3 e 5 anos.

Na feira, a empresa revela estar a expor a produção nacional feita com qualidade, pelo que já detém cerca de 60 por cento do mercado nacional de tanques e de tubos e a Smartflex representa cerca de metade do mercado nacional de colchões. A empresa considera-se primeira a produzir colchões de espuma e de molas com elevados padrões de qualidade no país.

Por outro lado, a Angoplásticos é outra empresa angolana daquele ramo que está a expor a produção nacional. Com sede na província da Huíla, a Angoplásticos mantém o seu plano de expansão que faz parte de um vasto programa de abertura de filiais no interior do país, iniciado em 2007.

Os produtos de plásticos e descartáveis da empresa, além de chegar a Luanda, são vendidos na Namíbia e distribuídos em outras províncias, pelo que novas estratégias serão usadas para a abertura de mercado.

Outra empresa que está a promover a produção local é a Angonabeiro, neste caso, no café. Com um “Stand” simples mas apelativo, a empresa está a dar a provar o sabor do café nacional a vários visitantes no certame.

Dos projectos da empresa para o relançamento da produção do café, consta, entre outros, a produção e transformação do “bago vermelho” nos municípios de Buegas e Sanza pombo, na província do Uíje, uma das maiores produtoras no país. A empresa estabeleceu um acordo de parceria com a Procafé para a compra do produto nos municípios Samza Pombo e Buengas.

Sector das tecnologias
Das empresas que actuam no sector das tecnologias, o destaque recai certamente para Startel, Tvcabo, Movicel e a Unitel, esta última que lançou oficialmente no certame o novo dispositivo inteligente “Smartphone 4Afrika”. Além do aparelho, a operadora revelou que continua a realizar durante o evento demonstrações de serviços empresariais, mostrando que está a par e passo com a inovação e tecnologia mais avançada.

Além de outras actividades, vale a pena destacar que a Unitel prevê para esta sexta-feira,  19, a assinatura de um acordo de parceria com a empresa gestora da feira.

A operadora de serviços de telecomunicações, Startel, cujo volume anual de negócios ronda os mil milhões de Kwanzas, explora o segmento da telefonia fixa, através das iniciais 227, e está a promover na feira o Starnet, um serviço de acesso à Internet em banda larga, via satélite, com cobertura nacional e que se estenderá pelas áreas mais remotas do país.

O certame, que dedicou o dia de ontem ao ramo das telecomunicações, serviu ainda para o lançamento de vários produtos tecnológicos com destaque para um meio de transporte de duas rodas lado-a-lado, denominado Segway; e a viatura Tata Xenon, além da demonstração do uso de alcoolímetros, produtos estes que ainda estarão expostos até domingo.

Ontem foram igualmente apresentado os diferentes produtos da Anglobal, uma empresa nacional que actua há 10 anos nas telecomunicações e conta hoje com mais de 500 colaboradores na sua estrutura, além de uma presença nas 18 províncias. A empresa revela a intenção de se posicionar como líder na área de manutenção de infra-estruturas e redes de telecomunicações.

Vestuário e saúde
Na área dos vestuários, Palm Garments Angola, localizada no Pólo Industrial de Viana, está a igualmente a promover a produção nacional. Com produção que já ultrapassa as quinze mil peças por mês, a empresa dedica-se ao fabrico de fardas militares e de trabalho, de serviços de hotelaria e restauração, uniformes específicos da educação e brindes promocionais.

A Palm Garments, que conta actualmente com mais de 100 trabalhadores, espera fazer novas parcerias e sobretudo encontrar novos clientes para a comercialização dos seus produtos.

Um das poucas empresas angolanas privadas do sector da sáude, a Globo Médica, que se dedica à importação e distribuição de medicamentos e equipamentos médicos, projecta a sua aposta na consolidação e expansão da actividade. Para a directora comercial da empresa, Teresa África, a empresa vai continuar a garantir uma eficaz distribuição de medicamentos em todo o país.

A Globo Médica estabeleceu representações nas 18 províncias do país, para levar no máximo até 24 horas os medicamentos que distribui.