A expansão das universidades no país veio a contribuir para o acesso a esse nível de ensino superior por parte de um número considerável de jovens.
Em quase todo o território nacional, já é um facto o aumento de instituições públicas e privadas do ensino superior, factor que está a contribuir para o desenvolvimento socioeconómico.
Dados divulgados pelo Ministério do Ensino Superior indicam que até 2016, o país contava com cerca de 24 instituições públicas e 40 privadas, ministrando 164 cursos de licenciatura e mestrado.
Estão ainda contabilizados 8.700 docentes e pelo menos 300 mil estudantes universitários.

Acelerar o desenvolvimento
Numa entrevista recente concedida à Angop, o ministro do Ensino Superior, Adão do Nascimento, reconheceu os esforços que têm estado a ser desenvolvidos pelo Executivo angolano.
“Hoje funcionamos em todas as províncias. A rede abarca 24 instituições públicas e 40 privadas. Temos 164 cursos e mestrados. Temos ensaiado o doutoramento em dois cursos. A população estudantil passou de 40 para 220 mil até 2015, números que podem crescer este ano aos 300 mil estudantes. Temos cerca de 8.780 docentes”, informou na entrevista o ministro.
Segundo adiantou, em 2015, houve 14 diplomados e a meta é 15 por ano, sendo que “do ponto de vista quantitativo, estamos a crescer muito bem”.
Um dos grandes objectivos do Ministério do Ensino Superior é o de lançar no mercado de trabalho mais quadros no ramo das engenharias, no sentido de dar respostas às exigências do sector industrial.
Consta das metas igualar o sector da engenharia ao ramo da saúde, onde são formados anualmente 400 médicos.

Privados ajudam
A primeira instituição privada de ensino superior em Angola foi a Universidade Católica de Angola.
Por esta altura do ano, várias instituições de ensino superior privado têm feito o reajuste dos preços das propinas, alegando a crise económica e financeira.
Na entrevista à Angop, Adão do Nascimento disse que esta situação merece uma atenção especial de todos actores do subsistema de ensino superior, tendo apontado que a falta de uma regulação “clara” sobre a questão das propinas tem estado a dificultar este segmento.
Destacou que a nova Lei de Base poderá trazer novas luzes sobre a situação e levar o Ministério do Ensino Superior a regulamentar a determinação das propinas.
Informou que o sector não tem medidas sancionatórias para aplicar a quem comete irregularidades, mas a Lei de Base “vai ajudar a mudar o quadro”.
O Ministério do Ensino Superior entende que a fonte de base dos estudantes e famílias é o salário e como não aumentou a indicação é manter os valores das propinas.
“Se uma instituição achar importante aumentar, que o faça, não ultrapassando os 10 por cento do valor aplicado no ano anterior ou o tecto de 39 mil kwanzas, o valor mais alto praticado no subsistema”, salientou, depois de frisar que o Ministério das Finanças tem a última palavra.
“As instituições de ensino não devem ir para além do que praticavam nos anos anteriores”, alertou.