A entrada em funcionamento do Instituto Médio Agrário de Ndalatando, em 2008, localizado na vila de Kamuaxi, a 13 quilómetros à Norte da sede da província do Cuanza Norte, dotado de 20 salas, com capacidade para 560 alunos, permitiu que a região estivesse doptada de ferramentas capazes de contribuir para o aumento da produção agro-pecuária.

Na instituição os estudantes têm várias opções, para a conjugação do binómio “teoria/prática” de acordo com as potencialidades da região.
Na instituição ministram-se cursos na área de formação básica no ramo de auxiliar de mecanização agrícola e de formação média em, zootecnia, recursos florestais, produção vegetal e animal.
O instituto tem algumas turmas viradas à actividade técnico-profissional com objectivo de aumentar o número de quadros neste ramo. Salienta-se que a criação desta instituição de ensino propicia a formação de mais quadros como também a inserção dos mesmos
no mercado de emprego.
A escola dispõe ainda de laboratórios de informática básicos e multimédia, física e química básicas, biologia, mecânica, biblioteca, reprografia, salas para professores, desenho técnico para 36 estudantes, ginásio, campo desportivo, arrecadações, gabinetes e internato.

Infra-estrutura
De acordo com o director pedagógico, Francisco Independente da Silva Vicente, o Instituto Médio Agrário de Kamuaxi, tem uma capacidade de albergar no seu internato perto de 120 estudantes. Dos 52 professores 16 são de nacionalidade cubana e 36 angolanos.
Desde o arranque das aulas em 2008, até o presente ano lectivo, o instituto já formou um total de 785 estudantes, sendo 139 na área de formação básica e 646 na formação média técnica.
Para Francisco Independente da Silva Vicente, depois de concluírem a formação, alguns estudantes de forma individual rumaram para as províncias do Huambo e Cuanza Sul aonde prosseguem a formação superior no mesmo ramo. Outros rumaram para outros cursos por falta de condições para dar prosseguimento ao curso
superior de agronomia.
Francisco Independente Vicente disse igualmente que o gabinete de inserção na vida activa (GIVA), tem estado a ajudar alguns estudantes a encontrar o primeiro emprego, pelo que nesta altura alguns se encontram a trabalhar na Biecon, na província de Malange, outra na cervejeira EKA e no perímetro irrigado do Mucoso, ambos no município de Cambambe.
Neste ano lectivo foram matriculados 308 estudantes e chegaram ao fim 295, tendo aprovado 224, três reprovaram por faltas, 48 por nota e 20 desistiram.
Para o director pedagógico, o acentuado número de desistentes prende-se com a falta de transporte escolar e não só, que diariamente circulam no itinerário entre a escola e o centro da cidade.
O empreendimento escolar, cujas obras de construção tiveram início em 2006 e a cargo da empresa chinesa Chino-Hidro, comporta 20 salas de aula, três pavilhões para internamento dos estudantes com capacidade para 264 camas e 17 residências para os professores.
A edificação da instituição teve o apoio do Governo da República Popular da China, num investimento de 20 milhões de dólares norte-americanos.
Para muitos estudantes, a infra-estrutura constitui uma mais-valia, tendo em conta a grandeza do empreendimento no contexto de desenvolvimento agro-industrial da província, fruto dos esforços do Governo e da paz reinante no país a sensivelmente 13 anos e dos 40 de independência.