O vice-presidente da Câmara de Comércio Angola - China, Luís Cupenala, defendeu a adopção de medidas que tornem mais qualitativos os investimentos chineses no país.
O responsável, que falava esta semana no programa Azimute da Rádio Nacional de Angola (RNA), disse que, apesar dos investimentos chineses terem agregado valores ao desenvolvimento da economia nacional ainda estão longe de serem da qualidade desejada.
“Se Angola metesse as cartas na mesa mesmo com desespero mas sem recursos, talvez isso pudesse ajustar um bocado a fiscalização do próprio contrato complainers. As empresas executam 70% do contrato e os 30% são para os angolanos, porquê?” interrogou-se.
Na sua opinião, a fiscalização serrada é que devia permitir a dinamização da economia por um lado, e por outro, criar oportunidades de emprego, “mas isso não aconteceu, não houve um nível mais adequado da transferência de tecnologia”. Disse que o problema da ausência da qualidade de um investimento nas infra-estruturas não é dos chineses, tão pouco dos contratos, mas sim dos angolanos que não criaram os instrumentos necessários do complainers, sobretudo a fiscalização e o acompanhamento para impedir a qualidade que se pretende.
“Estamos a amortizar essa dívida e quantos anos mais faltam, é muito dinheiro... E nós
ainda precisamos de dar muito petróleo à China”, sustentou.
O também presidente do Conselho de Administração do grupo Gongani Investiments enfatizou as linhas de crédito ao dispor do fundo chinês no âmbito do programa para a diversificação económica.
Luís Cupenala acrescentou que a nível do mercado mundial, além do Brasil, Angola ocupa o terceiro lugar no ranking dos países que contribuem para o desenvolvimento da
economia chinesa.
A Câmara de Comércio Angola/China (CAC) criou um Alto Conselho Estratégico, para aproximar mais os empresários angolanos e chineses aos objectivos dos programas económicos. 

Câmara de Comércio
Angola-China mais motivada

O financiamento chinês vai permitir que os empresários angolanas intensifiquem os seus negócios naquele país asiático. Segundo apurou o JE, a Câmara de Comércio Angola-China (CAC) tem um acordo de parceria com a Agência Sol Turismo, afecta ao Banco Sol, para apoiar os empresários angolanos que pretendam efectuar negócios no país asiático.Os dados apontam que o Banco Sol é associado da CAC e que a parceria pretende facilitar a aquisição de divisas para custear as despesas dos empresários que quiserem deslocar-se à China para negócios.O objectivo deste acordo, segundo apurou o JE, é promover as relações comerciais entre os dois países que actualmente se encontram em declínio, em resultado da actual crise económico-financeira.No entanto, a queda que se tem verificada nas trocas comerciais entre os dois países afecta particularmente os agentes económicos que operam no comércio e que pretendem trazer mercadorias da China para Angola.A Câmara de Comércio Angola-China tem inscritos 800 empresários angolanos e 200 chineses, sendo intenção da direcção da câmara aumentar esse número para cinco mil associados nos próximos anos.Em 2017, o comércio entre Angola e a China cresceu 43,42 por cento, para 22,34 mil milhões de dólares (5.302 milhões de kwanzas), com a China a ter comprado mercadorias no valor de 20.047 milhões de dólares norte-americanos (4.757 milhões de kwanzas), mais 45,08 por cento e a vender bens no valor de 2.297 milhões de dólares (545 milhões de kwanzas), mais de 30,45 por cento.Angola figura entre 14 países de várias regiões de África que em Fevereiro último reuniram num fórum no Zimbabwe, para estudar a possibilidade de usar o yuan, como divisa de reserva.