Nos meses de Fevereiro, Março e Abril será reaberta a circulação rodoviária em vários troços, numa altura em que a intenção do Ministério da Construção e Obras Públicas é que até ao final do ano todos os eixos estruturantes estejam operacionais.
Segundo o ministro Manuel Tavares, as obras do eixo Cacuso/Lucala/Malanje, na Estrada Nacional 230 estão, também, quase prontas. Está prevista a abertura do troço Alto Dondo/Waco Cungo, Cachiungo/Cunhinga, sendo que até Junho a estrada nacional número 100 estará concluída.
Até ao fim do ano será concluída  igualmente a estrada nacional 180, que liga Dundo/Saurimo/Luena.
 “Tivemos alguns constrangimentos de ordem financeira, e isso fez reduzir os prazos de execução. Estamos a primar pela qualidade e não pelo prazo”, rematou.
O sector, anunciou o ministro, está também a trabalhar na via N´zeto/Soyo e num estudo para a rede de auto-estradas nacionais.

Luanda ganha 41 “NÓS”
Para a província de Luanda, o sector está empenhado num programa “especial”, que visa resolver a questão da mobilidade e dos acessos, já que é a principal placa de ligação para os outros centros económicos do país.
Sublinhou que algumas obras já estão em curso, com realce para a construção de 41 “NÓS” rodoviários, para atender às exigências da SADC, que são os cruzamentos desnivelados.
“Está prevista a segunda circular e as respectivas radiais, que sairão do centro da cidade para ligar com a Via Expresso e a segunda circular que vai permitir o acesso rápido ao novo Aeroporto Internacional de Luanda”, disse.
Para o novo Aeroporto Internacional de Luanda, já está em construção a passagem desnivelada, sendo que já foi alargado e concluído o troço Viana/Catete.
Será ampliada a ponte do Kifangondo e Panguila e alargar a respectiva via até Caxito.
O Ministério da Construção e Obras Públicas prevê ainda este ano, a conclusão de 856 quilómetros (km) de estradas asfaltadas, assim como a continuidade das obras num total de 2.024 km.
Segundo o titular da pasta, Manuel Tavares, prevê-se o lançamento de novas empreitadas para reabilitação de 2.138 km de estradas, além da implementação do programa de conservação de estradas numa extensão de 1.712 km.
O sector está a dar prioridade as obras que já têm financiamento garantido, mas não descarta a possibilidade de num futuro próximo vir a retomar a celebração de novos contratos para a execução de empreitadas.
O ministro anunciou que recentemente foram lançados seis concursos públicos para 101 ravinas.

Reformas estruturantes
No quadro das reformas do sector, o ministro realçou que a sua instituição está a trabalhar para a redução dos preços das empreitadas e melhorar o controlo e a qualidade.
Destacou ainda a introdução de classes e patamares diferenciados para projectistas e fiscais e a redução dos custos de emissão para 50 por cento do valor das renovações de alvarás. Está também em curso, a revisão da tabela de emolumentos na obtenção de alvarás de construção com a introdução de taxas variáveis.