Do total dos 24,3 milhões de angolanos, 12,5 (52 por cento) são mulheres, de acordo com os resultados preliminares do censo populacional que o país realizou em Maio deste ano.


No relatório publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), órgao afecto ao Ministério do Planeamento e Desenvolvimento Territorial, está expresso que somente na província do Cunene, de um total de 18 que constituem a divisão adminsitrativa de Angola, há mais homens do que mulheres.

Relatórios, recentemente publicados, avançam que há mais empreendedoras femininas em franca ascenção do que homens, embora a taxa de sucesso seja mais efectiva no masculino.

No caso angolano, admite-se que 2,3 milhões de cidadãos têm negócios novos, o equivalente a 31,9 por cento dos adultos entre os 18 e os 64 anos. Destes, e de acordo com os dados contidos no relatório Global Entrepneurship Monitor (GEM) de 2010, dedicado a Angola, 31 por cento de mulheres são empreendedoras, contra 32,9. Estas estão orientadas a dar resposta às preocupações do consumidor final, pelo que estão mais vocacionadas nas lojas de pequeno retalho ou na prestação de serviços tradicionais em pequena escala.

A opção por estes segmentos deve-se à baixa exigência de custos em investimento inicial e competências técnicas sofisticadas por parte dos seus prestadores.

Plano de desenvolvimento
O Executivo angolano definiu uma ampla estratégia de crescimento, descrita no plano nacional de desenvolvimento 2013-2017, através do qual também se propõe dar resposta à problemática da promoção do género.

No recente fórum de auscultação às mulheres, ficou patente com que caminho o Governo angolano quer atingir a auto-
-suficiência no género. Na ocasião, definiram-se como focos estratégicos uma melhor articulação entre o programa integrado de desenvolvimento rural e combate à pobreza e a sua incidência na vida da mulher nas comunidades rurais. Com isso, pretendem-se bons resultados na redução da pobreza e combate à fome, na garantia da segurança alimentar, no cumprimento das dimensões dos direitos humanos e da inclusão social dos grupos minoritários, assim como na concretização dos objectivos de desenvolvimento do milénio, onde Angola pretende manter a subida posicional no ranking dos países.

Tudo isto tem em vista a estratégia de uma melhoria global do posicionamento social das mulheres, especialmente das rurais, para que estas consigam dar resposta ao plano nacional de desenvolvimento da mulher rural para 2015-2017.

O censo está a ser encarado como uma excelente ocasião para que as decisões nacionais sejam feitas com dados realistas e que permitam ao Governo responder ao que se pretende no domínio da economia e do desenvolvimento empresarial.

Assim, assume-se como orientação estratégica o aumento da participação destas no mercado de trabalho e reduzir o desemprego estrutural, desenvolvendo novas competências e criando emprego. Estes pressupostos vão gerar um maior equilíbrio entre homens e mulheres.