O Executivo vai alienar o seu capital social detido na totalidade ou parcialmente em cerca de 195 empresas por via de concursos públicos, limitados por prévia qualificação e privatização em bolsa, à luz do Decreto Presidencial nº. 250/19 de 5 de Agosto, que aprova o Programa de Privatizações para o período 2019-2022 (PROPRIV). O programa tem como objectivos fundamentais permitir ao Estado reforçar a sua posição de agente regulador e coordenador da actividade económica desenvolvida a nível do território nacional, aumentar os recursos financeiros do sector empresarial público pelo encaixe financeiro resultante da venda dos activos privatizados, e contribuir para o desenvolvimento do Mercado de Capitais e a redução do peso da dívida na economia. O PROPRIV estabelece que 175 empresas vão ser vendidas por concurso público, 11 por leilão em bolsa e nove por Oferta Pública Inicial (OPI).Para o ano em curso o Executivo prevê efectuar concursos para 80 empresas, enquanto que em 2020 deverão ser realizadas vendas em hasta pública de 81 firmas, seis por leilão em bolsa e três via OPI. As restantes empresas serão alienadas em 2021 e 2022. Importa realçar que dentre as empresas a privatizar destacam-se a Sonangol EP, Endiama, Taag, os bancos de Comércio e Indústria (BCI), Angolano de Investimentos (BAI), Caixa Geral de Angola (BCGA) e o Banco Económico, bem como as empresas financeiras Ensa Seguros, a Bolsa da Dívida e Valores de Angola (Bodiva), MS Telecom, Angola Telecom, Unitel, Tecul, Hotel de Convenções de Talatona (HTCA) e a Puma Energy. O Programa de Privatizações (PROPRIV) inclui igualmente as unidades agro-industriais Aldeia Nova, Biocom, as têxteis Textang II, Satec e África Têxtil, as cimenteiras Nova Cimangola e Secil do Lobito, bem como as cervejeiras Cuca, Eka e Ngola e a construtora Mota-Engil Angola.