A única solução para se ultrapassar a actual crise financeira, causada pela queda brusca e acentuada do preço do petróleo bruto no mercado internacional, principal produto de exportação, passa pelo aumento considerável do leque de produtos nacionais exportáveis.

A afirmação é do ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, que na cidade de Menongue, capital da província do Cuando Cubango, presidiu ao acto central do 55º aniversário do início da luta armada de libertação nacional, que este ano, teve como lema central “Honremos os heróis do 4 de Fevereiro, fortalecendo a unidade nacional”.

Em representação do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, o governante assegurou que se deve apostar seriamente na agricultura, nas pescas, na indústria transformadora, “no turismo a exemplo do que já vem sendo feito aqui nesta província do Cuando Cubango”.

Para ele, o aumento considerável à oferta desses bens, para a satisfação do consumo interno, reduzindo deste modo a importação, criando excedentes desses mesmos produtos para a sua exportação.

Para João Lourenço, Angola foi abençoada e tem tudo para dar certo como terras abundantes, recursos permanentes de água, recursos minerais, muitos dos quais não explorados ou insuficientemente explorados, uma longa costa marítima com abundantes recursos
marinhos e bom clima.

Segundo precisou, o país está livre das calamidades naturais, como furacões, tufões, vulcões, tremores de terra, bem como tem lindas paisagens para atrair o turismo internacional.

De acordo com o ministro da Defesa Nacional, o que falta, com todos estes recursos, “é muito mais trabalho, a ser feito de forma mais organizada e com objectivos muito claros por atingir, pelo que os angolanos têm de ser optimistas, porque tudo depende deles, as filhas e os filhos deste país”.

Para o efeito, reiterou a necessidade de um trabalho árduo e organizado para transformar as inúmeras potencialidades e oportunidades que o país oferece em riqueza real, para o benefício de todos os angolanos.

Momento difícil
O governante reconheceu que o país enfrenta uma redução de receitas cambiais para a operação com o exterior e que afecta as importações locais, devido a queda brusca e acentuada do preço do petróleo bruto, principal produto de exportação e por ser uma “commodity”, não dependendo da acção única do exportador à correcção da situação criada e que a todos.

João Lourenço lembrou que não se trata, portanto, de um problema apenas de Angola, “por erros praticados ou má gestão económica, mas sim do aumento considerável da oferta do produto no mercado internacional, sem que tenha havido correspondente aumento do consumo
na mesma proporção”.

Disse ser um problema que afecta negativamente todos os tradicionais produtores do crude, desde os grandes aos mais pequenos, inclusive aqueles que cujos custos de produção são baixos, por explorarem em terra.

Engajamento no trabalho
Ao intervir no acto, o governador do Cuando Cubango Pedro Mutinde, defendeu que, o espírito do 4 de Fevereiro de 1961, deve mudar o comportamento e atitudes dos angolanos, para um maior engajamento no trabalho, por forma a que todos juntos e unidos no mesmo pensamento e acções, possamos alavancar a economia nacional.

Pedro Mutinde destaca que que o trabalho dos angolanos deve reflectir-se no aumentando da produção nacional, visando o bem-estar social e contrariar os efeitos da crise económica e financeira mundial, provocada pela queda brusca do preço do petróleo no mercado internacional.
Sublinhou que as comemorações de tão importante efeméride representam um momento de alegria e de reconhecimento ímpar a todos heróis nacionais que, com elevado sentimento patriótico e bravura, empunharam-se com catanas para libertar os presos políticos que se encontravam encarcerados nas cadeias do regime colonial português de são Paulo, em Luanda.

Largo do Ambiente aberto
A inauguração do Largo do Ambiente, junto à Igreja da Nazaré, parte baixa do Eixo Viário, em Luanda, bem como, do seu parque de estacionamento subterrâneo, pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, na passada, quinta-feira, marcou as festividades do 4 de Fevereiro.

A zona reabilitada cobre uma área de construção de 8.940 metros quadrados, com duas rotundas e uma praça central. Foram instalados para iluminação seis tipos de luzes, que vão desde os candeeiros
aos postes decorativos.

Já o parque de estacionamento construído numa área de 4.700 metros quadrados tem cinco pisos abaixo do solo, comporta 525 vagas de veículos automóveis, e de 33 motorizadas.

O Largo do Ambiente é composto por duas rotundas, uma praça central e um parque de estacionamento subterrâneo. A rotunda superior tem 2.100 metros quadrados, a praça central 4.700 e a rotunda inferior 2.140, perfazendo um total de 8.940 metros quadrados.
Os sistemas hidráulicos de abastecimento de água e drenagem encontram-se devidamente instalados, incluindo os respectivos acessórios, bombas e reservatórios. Estão instalados dois elevadores com capacidade para transportar 10 pessoas cada, dois geradores de 665 kva e um Posto de Transformação de 630 kva.

Aproveitamento dos espaços
Para a ministra do Ambiente, Fátima Jardim, a requalificação do Largo do Ambiente, reinaugurado nesta quinta-feira, demonstra uma visão moderna de desenvolvimento das cidades organizadas.

A governante que presenciou ao acto de reabertura, congratulou-se por Luanda “ficar cada vez mais verde”, fruto da materialização do plano director da capital, recentemente aprovado.

Disse acreditar que com projectos do género o país terá cidades lindas, limpas e verdes, pelo que “temos todos de cuidar dos nossos jardins”.
Fátima Jardim disse que, a par da Baía que um projecto emblemático, o Executivo requalificou o largo, contribuindo “para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, como um dos objectivos pelos quais se bateram os heróis do 4 de Fevereiro”.