O Executivo está engajado em garantir um nível de bem-estar económico e social dos cidadãos, com o aumento dos fluxos económicos reais no mercado (incremento de bens e serviços), que estão a ser produzidos pelos parceiros do Governo.
A garantia foi dada pelo ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, no fórum sobre “Medidas de apoio ao Aumento da Produção Nacional”.
O governante assegurou que a retoma do crescimento económico é fundamental para garantir a geração de postos de trabalho, renda e a consequente prosperidade das famílias angolanas.
Por isso, sustenta que, para resgatar a confiança dos agentes económicos e dos investidores, foram dados passos importantes, como a redução dos défices fiscais sistemáticos, tendo em 2018 evidenciado um superávite das contas fiscais, situado à volta de 0,4 por cento do PIB.
Manuel Nunes Júnior salientou ainda que, além da redução do défice fiscal, com base nas políticas tributárias e monetárias adoptadas, a taxa de inflação tem registado uma trajectória decrescente, ao situar-se, no ano transacto, entre os 19 por cento, quando a projecção inicial constante no Orçamento Geral do Estado daquele ano era de 28.
Segundo Nunes Júnior, a par das metas para a redução da inflação, o Governo adoptou medidas para a estabilização do mercado cambial e monetário, observando-se já uma normalidade no mercado cambial, onde a diferença entre a taxa do formal e do paralelo reduziu significativamente de 150 para 20 por cento.
O que se quer, conforme lembrou, é que este programa do Governo não seja só mais um como os outros anteriores que acabaram por fracassar.
Para ilustrar o quadro de dependência quase total do exterior, em relação aos bens de grande consumo, o governante informou que, em 2016 e 2017, o valor médio de importações dos bens da cesta básica atingiu cerca de 1,5 mil milhões de dólares, sem incluir os custos de transporte e seguros.
Produtos como o arroz, fuba de milho, farinha de trigo, açúcar, óleo alimentar e óleo de palma tinham, em 2016, maior peso na importação dos produtos da cesta básica, correspondendo a cerca de 60 por cento das importações.
Em 2017, avança o ministro, esses produtos corresponderam a aproximadamente 67 por cento do total das importações dos produtos da cesta básica.
A título de exemplo, referiu que a carne de frango é um produto que tem evidenciado níveis de importação muito altos, com gráficos a demonstrar que, em 2016, foram importadas 850 mil toneladas de carne de frango, correspondendo a uma despesa de 450 milhões de dólares.
Em 2017, a importação foi de 326 mil toneladas, correspondendo a uma despesa de cerca de 387 milhões de dólares. “Estes são alguns dados que ilustram a urgência da necessidade de aumentar a produção nacional, substituir as importações e aumentar os produtos da cesta básica”, disse o ministro.

Confiança dos agentes
Na perspectiva de garantir a confiança dos agentes económicos e investidores que pretendem continuar a fazer aplicação dos capitais no mercado, o também economista disse estar em curso o pagamento de atrasados em divisas dos anos 2015, 2016 e 2017, e que os compromissos em moeda externa do país começam a ser honrados com regularidade.
“As acções não menos importantes para o aumento da confiança dos investidores no mercado angolano têm sido as medidas adoptadas para instaurar, em Angola, de um verdadeiro Estado Democrático e de Direito, em que ninguém esteja acima da lei”, sustentou Nunes Júnior.