As exportações de Portugal para os restantes países da comunidade registaram uma taxa de crescimento médio anual de mais de 11 por cento, em 2013, atingindo o valor de 4,5 mil milhões de euros, contra os 2,9 mil milhões registados em 2009.


Em relação às importações, houve igualmente um aumento. A taxa de crescimento médio anual chegou a atingir cerca de 34 por cento, ascendendo em 2013 a 583 mil milhões de kwanzas (cerca de 3,5 mil milhões de euros). A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que divulgou a informação durante a conferência sobre “internacionalização das economias”, assegurou que, no ano transacto, os países da CPLP foram o destino de cerca de 10 por cento das exportações portuguesas e a origem de cerca de 6 das importações.

Face à crise financeira e internacional em 2008, o envolvimento das empresas portuguesas com a CPLP registou um acréscimo de cinco pontos percentuais o que, em valor, representa 318 mil milhões de kwanzas (cerca de quatro mil milhões de euros) ou cerca de 2,5 por cento do PIB português.

Mas, de acordo com o presidente da Aicep Portugal Global, Miguel Frasquilho, apesar deste notável dinamismo dos últimos anos, e a título de exemplo, as exportações de Portugal para os outros países da lusofonia representaram, em 2013, apenas 10 por cento do total das exportações portuguesas.

“É um exemplo que ilustra bem o potencial que existe na prossecução da internacionalização destas economias”, disse.

Perante mais de 1.000 participantes, o presidente da Aicep afirmou que 250 milhões de habitantes representam um mercado de consumo muito relevante e que, em conjunto com as mais de um milhão de empresas, detêm um PIB superior a 243 mil milhões de kwanzas (2,5 mil milhões de dólares), cerca de 4,00 por cento do produto gerado a nível mundial.

O presidente da Aicep explicou que, em média, o dinamismo e o crescimento económico elevado são bastante evidenciados na lusofonia. Ele afirmou que se tem assistido à emergência de uma classe média com poder de compra e catalisador para o crescimento do mercado de consumo interno. Os recursos naturais, especialmente o petróleo e o gás, em países como Angola, Brasil e Moçambique representam mais de 50 por cento das descobertas petrolíferas dos últimos anos.

Quanto aos fluxos de investimento directo estrangeiro voltados para os países da CPLP, têm sido intensos e crescentes. Em 2009, registou-se uma taxa de crescimento médio anual de cerca de 9 por cento.

Internacionalização
O crescimento das empresas passa necessariamente internacionalização e pela aposta nos mercados em que os seus produtos sejam diferenciadores e valorizados.

A Aicep entende que devem ser estabelecidas relações comerciais vantajosas sem existência de barreiras significativas à entrada.
Entre 2008 e 2012, o comércio e as exportações na CPLP quase duplicaram e as trocas comerciais dos países da lusofonia com a Ásia, sobretudo China e Índia, têm vindo a registar crescimentos muito relevantes.

O relacionamento comercial de Portugal com a CPLP também registou avanços significativos nos últimos anos, fruto do reflexo da actividade das mais de 18 mil empresas portuguesas com a comunidade lusófona.

O investimento directo acumulado de Portugal nos países da CPLP, desde 2008, ascendeu a mais de 1,1 trilião de kwanzas (nove mil milhões de euros), um registo que, de acordo com Miguel Frasquilho, ilustra também a aposta que a lusofonia representa para as
empresas portuguesas.

Já há várias empresas e grupos económicos portugueses dos mais variados sectores de actividade, nomeadamente, têxteis, bebidas, construção, máquinas consultoria, entre outros, que estabeleceram parcerias localmente e investiram na internacionalização das suas actividades para os países lusófonos.

Estudos indicam que em meados deste século os países da CPLP serão responsáveis por cerca de 30 por cento da produção mundial de hidrocarbonetos.