A reorganização, melhoria e o aumento de capacidade dos serviços de extensão rural para a agricultura e pecuária permitirão recuperar as culturas como o café, o palmar e o cacau, que têm uma grande importância para a economia em geral e na balança comercial.
A posição foi defendida recentemente pela economista Laurinda Hoygaard, tendo acrescentado que o estímulo à fixação dos comerciantes nas aldeias e em geral nas zonas rurais, facilitaria a vida dos camponeses e o desenvolvimento das respectivas actividades “com a troca de bens do campo para a cidade e com bens industriais da cidade para o campo”.
A professora manifestou a sua satisfação pela “recolocação” do sector da Agrícola em posição prioritária e estratégica no cômputo da economia nacional, por ser o maior empregador e ter condições de alimentar a Nação em bens de consumo, a indústria com matéria-prima e, por outro lado, estimular a produção de meios de produção para a agricultura e afins.
“Uma agricultura florescente, por sua vez, estimula os empreendedores, nacionais e estrangeiros, a investirem os seus capitais, directamente, ou por intermédio do sistema bancário, fazendo crescer mais emprego e criação de bens”, revelou ao Jornal de Economia & Finanças em entrevista recente.
Para ela, os agricultores carecem de condições de escoamento e comercialização dos produtos agrícolas, o que permitiria conciliar a realização dos seus anseios e o reforço da diversificação da economia nacional. Com benefícios na redução da fome e na melhoria da balança de pagamentos, por substituição de importações e, mais tarde, promoção de exportações. As dificuldades de escoamento dos produtos do campo para as cidades devido à inexistência ou intransitabilidade das vias terciárias e, nalguns casos, mesmo, das secundárias e primárias, aconselha a implementação de soluções simples, locais, como os antigos “cantoneiros” ou afins.