O grau de execução do levantamento aerogeofísico em curso no quadro do Plano Nacional de Geologia (PLANAGEO) é de 69 por cento de cobertura total do território, revelou, no Lubango, o consultor do secretário de Estado do sector mineiro.

Canga Xiaquivuila disse, durante a abordagem do tema “Planageo - estratégia de desenvolvimento do sector mineiro”, que a conclusão dos trabalhos está prevista para Dezembro.

O consultor afirmou, por outro lado, que os trabalhos de levantamento aerogeofísico, orçados em cerca de 405 milhões de dólares (54 mil milhões de kwanzas), decorre em três áreas subdivididas em 22 blocos regionais, adjudicadas às empresas com laboratórios associados.

Canga Xiaquivuila explicou que a primeira área denominada Norte, com 304.664, 262 quilómetros quadrados está a cargo da operadora chinesa Citic. Os trabalhos da zona Nordeste, com a extensão de 470.271,821 quilómetros quadrados, estão a cargo do consórcio brasileiro Costa Negócios e Topo Cart.

Acrescentou que a terceira área Sudeste com 470.270,940 quilómetros quadrados foi adjudicada as operadoras Impulso/IGME/LNEEG de Espanha e Portugal, respectivamente.

A subdivisão está de acordo com a prática internacional, priorizando o levantamento conforme critérios técnicos, logísticos e estratégicos.
A pesquisa em campo vai confirmar a informação obtida, através do levantamento aerogeofísico e a construção de mapas.

Como resultado final dos levantamentos aerogeofísicos, geológicos e geoquímicos, serão produzidas as respectivas cartas e mais outra mineralógica.

O consultor afirmou que a estratégia do Executivo visa assegurar o reforço da base das infra estruturas geológico-mineiras como suporte de novos projectos, além de diversificar a produção, gerar empregos e contribuir para o desenvovimento do território.

Entre os objectivos do Planageo, foi sublinhado o aumento do conhecimento do potencial geológico (recursos) e mineiro (reservas) do território nacional, apoio ao crescimento, através da identificação de fontes de recurso necessárias para o desenvolvimento dos sectores da economia real.

Plano na diversificação
O Plano Nacional de Geologia tem também como objectivo fomentar a diversificação da economia nacional, actualmente concentrado em diamantes e hidrocarbonetos, bem como facilitar o desenvolvimento sustentável.

Canga Xiaquivuila disse que o Planageo vai dotar Angola de infra-estruturas necessárias para assegurar a soberania nacional no âmbito da investigação, conhecimento geológico e quadros capacitados para os desafios futuros.

Assegurou que depois da execução do referido plano, o Instituto Geológico deverá realizar actividades comerciais (complementares ao serviço público) como forma de assegurar o retorno do investimento a médio prazo.

Estruturas de apoio
Dados avançados indicam que está em curso, neste momento, e em fase avançada a construção de edifícios como a sede do Instituto Geológico, que vai gerar 460 empregos, centros geológicos regionais, localizados em Saurimo (Lunda Sul) e no Lubango (Huíla), edifícios multifuncionais, laboratórios de preparação de amostras, mineralogia geoquímica, entre outras áreas.

Com esses investimentos, pretende-se a disponibilidade de informações, banco de dados único, serviços digitais, gestão e exploração da informação, centro de serviço próprio, controlo nacional da informação, estandardização dos trabalhos de campo e outros.

O Planageo foca a diversificação da produção mineira com extracção de diamantes, cobre, ouro, manganês, ferro, rochas ornamentais, agro-minerais, minerais industriais, minerais para construção civil e metais básicos.

O consultor apontou as razões para os empresários reinvestirem em Angola no sector da mineração, casos do vasto território de Angola com características geológicas e potencial mineiro atractivo, susceptíveis de descoberta de novos depósitos minerais.