Mais de 245 milhões de kwanzas são necessários para manter em pleno funcionamento a fazenda agro-pecuária de Sacassange, erguida 15 quilómetros a sul do Luena, que baixou a produção a 33 por cento, declarou, recentemente, o director da instituição, Gildo da Silva Coji.
Ao falar à Angop, em reacção à denúncia dos trabalhadores, segundo a qual estão a sete meses sem salário, Gildo Coji sustentou que a diminuição da produção no projecto se deve à falta de divisas, que não permite a importação de matéria-prima, para manter funcional a fazenda.
Afirmou que com os 245 milhões de kwanzas é possível liquidar dívidas e adquirir matéria-prima, novas galinhas e outros produtos necessários para reactivar a fazenda que abastecia hortícolas e ovos aos mercados das províncias do Moxico, Lunda Sul e Lunda Norte.
Explicou que preferiu não fechar as portas, mas mantendo-a a funcionar até que se aumente a produção e, posteriormente liquidar os salários em atraso dos trabalhadores.
Gildo Coji afirmou que o actual funcionamento é mantido mediante endividamento a terceiros para manter a produção, ainda que a níveis baixos, esperando-se que a crise seja ultrapassada.
“Pagaremos os ordenados quando a produção aumentar”, disse o responsável, confirmando ainda estar a decorrer o processo de auto
desvinculação dos funcionários.

Atraso salarial
Na passada segunda-feira, os trabalhadores do projecto Sacassange manifestaram, durante uma entrevista à Angop, o seu descontentamento pelo facto de estarem há sete meses sem salário.
Desde a sua criação em 2012 a Março de 2017, a fazenda produziu 18 milhões de ovos. Possui uma capacidade de produção de nove mil ovos/dia e conta com quatro naves, uma para a criação de pintos e três de produção de ovos, contando, nesta altura com doze mil aves.
O projecto fabricava ração animal, com uma média diária de 10 toneladas e 54 mensal, respondendo, na altura, a capacidade de consumo e das solicitações que o projecto recebe.
A fábrica dispõe de dois silos, para conservação para até 440 toneladas de racção.