O momento de desafios e mudanças de paradigmas que caracterizam o desempenho da economia angolana, nos últimos anos, estão a servir de mola impulsionadora para que as empresas nacionais sejam mais organizadas e criativas.
O vice-governador da Huíla para a Sector Económico, Sérgio da Cunha Velho, reconheceu que a realização da Expo-Huíla, onde participam empresas de diferentes ramos produtivos e agentes comerciais e de negócios dos mais variados sectores, tem sido uma das plataformas essenciais para a dinamização e consolidação da economia da província.
O certame permite a expansão das actividades económicas das empresas a todas regiões de Angola e no exterior.
Sérgio da Cunha Velho saudou a participação cada vez mais constante de empresas da Namíbia e Portugal, países com os quais, Angola tem uma história de longa data nas relações políticas e económicas, o que permite apresentar o potencial do sistema produtivo angolano além fronteiras.

Projecção
O evento permite projectar formas de cooperação cada vez mais intensivas nos vários domínios da vida económica
local e nacional.
“Em momento de mudança de paradigma que vivemos em Angola, muitos são os desafios com os quais nos confrontamos, quer no domínio social, quer económico, visto que está a ser necessário reorganizar a nossa estrutura produtiva, inovar na forma de fazer negócios e identificar novos caminhos para desenvolver a economia nacional. Cria mais-valias, através da valorização da produção local, a substituição das importações e implementação de processos que promovam a industrialização da economia.
Acrescentou que, apesar dos constrangimentos que o país vive, nota-se uma moldura empresarial demonstrada pela participação nesta feira que decorre no Lubango, no âmbito das Festas da Nossa Senhora do Monte, 250 empresas, entre pequenas, médias e grandes, que encontram nesta principal bolsa de negócios do sul de Angola, uma grande oportunidade para promover os seus produtos e fazer negócios que assegurem a rentabilidade da sua actividade.
Para o governante, a escolha do lema “Produzir mais para um futuro melhor”, enquadra-se fielmente àquela que é a nova linha de acção do Governo, enquadrada na estratégia nacional de saída da crise e criação de uma dinâmica de desenvolvimento consistente, sólido e sustentável.
“É preciso que os empresários presentes, primem pela eficiência nas actividades que realizam na busca de parcerias que permitam a expansão da produção e identificação de novos mercados para os seus produtos”, exortou.
Sérgio da Cunha Velho disse que é necessário também estabelecer metas e objectivos bem definidos a curto, médio e longo prazos, para que se consiga delinear estratégias de acção que estejam de acordo com as necessidades impostas pelo contexto macroeconómico e social, para que a produção se realize de forma serena e sem sobressaltos.
Sublinhou que, produzir mais, implica empreender esforços no sentido de assegurar o investimento necessário aos empreendimentos produtivos, pelo qual são chamadas as instituições financeiras, tais como a banca local, no sentido de disponibilizar produtos que permitam potenciar os projectos produtivos existentes e viabilizar aqueles que se propõem promissores.
Referiu que, na busca por um futuro melhor, o evento realiza-se num momento impar em que o país prepara-se para a realização das eleições gerais. Sérgio da Cunha Velho exortou aos expositores e a todos cidadãos, a primarem por um comportamento cortês e pacífico, para o bem da nação.
“A nação precisa da participação de todos para ser capaz de dar resposta aos desafios do desenvolvimento económico e social, através do fomento da produção nacional e da diversificação da economia”, concluiu.

Mobilização empresarial
Adivulgação da produção nacional, sobretudo a nível da agricultura, é a aposta da maior bolsa de valores do Sul de Angola (Expo-Huíla) aberta quarta-feira, no Complexo Turístico da Nossa Senhora do Monte, no Lubango, onde participam, 250 empresas, com o lema “Produzir mais para um futuro melhor”.
A Expo-Huíla continua, 25 anos depois da primeira edição, a ser uma das principais montras de negócio do país e a mobilizar o sector empresarial, principalmente da região sul.

Empresas nacionais
Cerca de duas centenas de expositores nacionais marcam presença na edição deste ano, que conta ainda com a presença da Namíbia, Portugal e Itália.
A direcção da Associação Agro-industrial e Comercial da Huíla (AAPCIL), que organiza o certame, define a Expo-Huíla, como a maior bolsa de negócios de Angola fora de Luanda.
O presidente da Associação Agro-pecuária da Huíla, Paulo Gaspar, informou na cerimónia de abertura do certame que a Expo-Huíla tornou-se por mérito próprio, na maior bolsa de negócios do sul de Angola, desde a sua criação, pois viveu sempre de fundos próprios e da boa vontade dos associados e dirigentes da AAPCIL.
“É por mais conhecida a difícil situação económica que atravessa o país, prejudicando directamente a classe empresarial. Contudo, acreditamos e aconselhamos a classe empresarial a adaptar-se a nova realidade, pois, temos a certeza que não voltaremos a ter anos dourados tão cedo”, perspectivou.
Afirmou que o momento exige de todos um maior esforço, mais organização e criatividade.
Referiu que a AAPCIL tem feito o seu papel na defesa intransigente dos direitos dos empresários. Ainda assim, acrescentou, “sentimos que ainda não contamos com o apoio de grande número de empresários, a quem prometemos fazer ainda mais, para convencermos, que o associativismo é o melhor caminho para defesa dos interesses.
“Se todos estivermos unidos em torno das nossas associações, mais fácil seremos ouvidos pelos decisores”, disse.
Uma das preocupações da AAPCIL tem sido o edifício onde futuramente vai funcionar a sua sede. “Gentilmente, o governo cedeu-nos um espaço, mas um grupo de cidadãos, ocupa ilegalmente”, lamentou, acrescentando que o caso já está no tribunal provincial da Huíla, onde se aguarda pelo veredito final.