O sector da construção civil ganhou um novo impulso depois de o Executivo ter terminado, no início do ano, com a concorrência desleal que se verificava na indústria do cimento.
Em função desta concorrência desleal, os preços do cimento no mercado dispararam, em meados do ano passado, devido à paralisação de duas unidades fabris.
As cimenteiras Fábrica de Cimento do Kwanza Sul (FCKS) e a do Bom Jesus, pertencente ao gigante chinês CIF adquiriam o Heavy Fuel Oil (HFO - indispensável a produção de cimento), a partir de uma das concorrentes, no caso a Nova Cimangola.
Com a medida do Ministétrio da Construção e Obras Públicas, as cimenteiras passaram a abastecer-se directamente da Refinaria de Luanda.
Com esta medida, a FCKS reabriu no início do ano, a produção diária de 5.500 toneladas de clincker. A fábrica perspectiva para os próximos tempos o início da produção do cimento “Yetu” do tipo 52.5 (próprio para a construção de edifícios com mais de 100 andares e pontes).
Juntas, as duas unidades fabris representam mais de 50 por cento da capacidade de produção instalada no país.
A Sécil Lobito e a Cimenfort, localizadas, a primeira no Lobito e a segunda em Catumbela, Benguela, não sendo produtoras de clínquer, adquirem o produto na FCKS, no Cuanza Sul.

Ganhos da medida
Apesar do problema só se manifestar em 2017, a Associação da Industria Cimenteira de Angola sublinha que as causas remontam a 2014 e estão associadas à queda do preço do petróleo bruto no mercado internacional, que deixou o Executivo sem margens orçamentais para a manutenção dos subsídios aos preços dos combustíveis, incluindo o utilizado pelas cimenteiras.
Desde 2012, o país regista excedentes na indústria cimenteira, com a produção a situar-se acima das oito milhões de toneladas e o consumo abaixo das seis milhões, que o preço do cimento não conhece ligeiras alterações.