Com o anúncio do vencedor de uma dada Eleição está criada a premissa base para a concretização dos sonhos que vendem os programas. O cenário político angolano em 2017, depois de dias intensos de campanha em busca da confiança popular, fica marcado com a votação em massa de quarta-feira (23), da qual já há indicações de os angolanos terem escolhido as propostas do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) como o virtual vencedor, ainda que os resultados sejam provisórios.
Os mais de nove milhões de angolanos que foram às urnas na quarta-feira têm sonhos, expectastivas que aguardam serem concretizadas pelo partido vencedor. O JE foi à rua para ouvir o que aguardam os angolanos do próximo Governo.
Para Pedro Neto, técnico de manutenção aeronáutica, o país aguarda por um presidente da república e um governo que garante a unidade nacional. Por outro, um presidente da república e um governo capazes de assegurar a soberania nacional, direitos humanos, sem olhar para a cor partidária, raça e credo religioso.
Para o nosso entrevistado, a escolha de determinadas figuras para exercerem o poder soberano, concedido pelo povo através do voto popular e por um período de cinco anos, é um acto
de grande responsabilidade.
Segundo disse, o próximo presidente da república precisa de implementar, igualmente, políticas públicas que contribuem na melhoria da vida dos angolanos sem excepção.
Já para a funcionária pública Yolanda de Carvalho, a sua expectiva reside, sobretudo, na redução da taxa de inflação que o país testemunha há mais de um ano. Além de controlar a taxa de inflação no mercado nacional, precisa-se, igualmente, de resolver com urgência a questão relacionada com às divisas de modo a melhorar
as transações com o exterior.
Há três meses que Yolanda de Carvalho procura pelas divisas um pouco por todas as dependências bancárias da capital angolana. A meta é reunir algum dinheiro e viajar para Portugal. “Vou em direcção à central do BCI na Mutamba para ver se consigo reunir algum dinheiro e viajar”, disse.
Por seu lado, o empresário Elias Pedro aguarda pela melhoria da política de acesso ao crédito bancário. Segundo contou, com o acesso ao crédito bancário o país vai dinamizar o crescimento económico.
Já Maria Luísa, augura uma melhoria no preço dos produtos da cesta básica, nomeadamente no arroz, feijão,
açúcar, óleo e pão.
Diz aguardar com expectativa a melhoria das condições nas unidades hospitalares para garantir a saúde e bem-estar dos angolanos.
Joaquina Paulo aguarda por uma melhoria no acesso ao ensino médio público, pois este ano para matricular o seu primogénito na 10ª classe, numa escola localizada nos arredores do bairro Malueka, na Petrangol, pagou 80 mil kwanzas.
Por isso, reitera sobre o asseguramento das condições nas unidades hospitalares, com maior incidência às maternidades para garantir saúde à mulher.
Por sua vez Salvador José foi unânime em afirmar que a sua preocupação reside, sobretudo nos cortes de energia que a capital registou sobretudo nos últimos dias. Daqui para frente quer ver esta questão assegurada, uma vez que a sua ausência desarticula o normal funcionamento da vida do cidadão.
Por sua vez José Camalata precisou que a sua preocução reside sobretudo nos transportes públicos. Para o nosso entrevistado, o actual sistema de transportes públicos provoca transtornos enormes ao cidadão, pelo que augura por um serviço melhor.