O director do Portal do Agronegócio Angolano, Carlos Caldeira, considerou que a feira sobre alimentícia ainda não reflecte o “Feito em Angola” e justifica a fraca adesão dos pequenos produtores nacionais pelas dificuldades conjunturais.
No seu entender, as pequenas indústrias foram esquecidas no evento, “um sinal negativo para a economia, numa altura em que o Executivo está engajado em substituir as importações e fomentar as exportações”.
“Penso que 35 por cento dos produtos em exposição são importados, por isso, devia haver uma partilha de espaço para alocar às pequenas indústrias de bolachas, gindungo processado, frutas desidratadas e outros operadores.
Carlos Caldeira é de opinião que os pequenos projectos são parte integrante do desenvolvimento da economia e geradores de postos de trabalho.
Como exemplo, citou o maior produtor de suínos na África do Sul, uma empresária que começou com quatro porcos, o que mostra que é de pequenas empresas que se geram grandes negócios.
Dados do Ministério da Economia e Planeamento revelam que no programa “Feito em Angola” existem 120 empresas e mais de dois mil produtos, desde que foi lançado em 2012. Entre os produtos que já possuem o selo “Feito em Angola” estão a água mineral, fraldas descartáveis, guardanapos, papel higiénico e outros.