Angola é o décimo quarto país africano a constituir um Fundo Soberano (FS), como resultado da visão estratégica do Executivo em potenciar os actuais ganhos resultantes do excedente das exportações petrolíferas. Fixado em cerca de cinco mil milhões de dólares (mais de 480 mil milhões de kwanzas), o Fundo Soberano de Angola (FSDEA) deve garantir, deste modo, uma maior diversificação à dependência das exportações de matérias-primas não renováveis, além de apresentar-se como principal sustento do crescimento do capital a longo prazo.

Numa visão mais específica, o Fundo Soberano de Angola (FSDEA) orienta o seu foco  no desenvolvimento das infra-estruturas e do sector hoteleiro, em específico, que, nos últimos tempos, tem tido um crescimento exponencial.

Conforme avançado na altura da sua apresentação, o FSDEA tem na sua carteira de responsabilidade social orientação para acompanhar as oportunidades de promover negócios em pequenos núcleos de desfavorecidos, no domínio da energia, melhoramento do acesso à energia doméstica e educação, uma vez considerar o homem como factor preponderante em todo o processo de crescimento que se pretenda alcançar.

No seu conjunto (representativo de 15 fundos existentes, uma vez que a Guiné Equatorial apresenta-se com dois),  os Fundos Soberanos de África estão avaliados em 114 mil milhões de dólares (10,9 triliões de kwanzas), cerca de três por cento do total mundial.

 Os maiores deles são os Libyan Investment Authority com 65 mil milhões de dólares (6,2 triliões de kwanzas) e o Algeria’s Revenue Relation Fund com 56,7 mil milhões de dólares (5,4 triliões de kwanzas), os quais comparam-se ao maior Fundo Soberano (FS) do mundo, o Norwegian Government Pension Fund (da Noruega) avaliado em 656 mil milhões de dólares (63,1 triliões de kwanzas).

Instituição de poupança
O FSDEA é uma instituição de poupança que procura assegurar que os rendimentos provenientes de recursos naturais beneficiem não apenas à geração presente, mas às gerações futuras.

Não menos importante é o propósito de estabilização dos preços e dos rendimentos, que juntamente a diversificação da origem da riqueza, representam uma aproximação responsável de gestão dos activos do país.

Por via do reforço do papel do sector privado, o FS desempenha a tarefa de favorecer o crescimento económico e a criação de emprego. O FS é ainda um excelente promotor dos investimentos intra-continentais e, consequente, aumento da produtividade.