O Executivo, através do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, pretende retirar os serviços praticados na economia informal para a formal, com objectivo de gerar mais empregos e contribuir para o PIB nacional.
A garantia foi manifestada, recentemente em Luanda, pelo secretário de Estado do Trabalho e Segurança Social, Manuel Jesus Moreira, que falava durante a apresentação dos indicadores sobre o mercado de trabalho em Angola, num seminário realizado na Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP).
Um dos exemplos mais concretos apontados pelo responsável para a transformação do sector informal para o formal, é a actividade realizada pelos taxistas, vulgo, candongueiros.
Manuel Moreira informou que o serviço de táxi é um dos sectores da economia informal que pode contribuir significativamente para a diminuição do desemprego e ser um grande contribuinte fiscal para o desenvolvimento da economia do país.
Anunciou que a Associação dos Taxistas de Luanda apresentou, recentemente, um relatório que revela um lucro anual de um bilião de dólares em todo o país, valores que servem para pagar salários dos motoristas, cobradores e outras necessidades decorrentes, mas estes ganhos, não são reflectidos
na economia do país.
O secretário de Estado apontou que essa transformação deve começar pela identificação de todos envolventes no serviço de táxi, desde atribuição de uma carta de condução específica, porque a condução será feita para transportar pessoas, bem como a distribuição da certeira profissional, para que de forma organizada juntamente com a Direcção Nacional de Viação e Trânsito, possa se definir e determinar as rotas, sem esquecer o período
ideal de trabalho.
Manuel Moreira garantiu que o MAPTSS já manteve várias reuniões com a associação dos taxistas para acertar todos os detalhes, faltando apenas alguns acertos para que essa transformação se efective o mais breve possível.
Considerou que os taxistas dominam um mercado abrangente onde existe a procura e a oferta de bens e serviços, que é usado por grande parte da população, por isso, constitui uma área que pode ser bem aproveitada para ajudar na redução do desemprego, o mesmo acontece com os moto-táxis.
Manuel Moreira reconheceu que a taxa de desemprego em Angola, de 28,8 por cento é preocupante.