O Governo quer promover a incorporação progressiva da economia informal na economia formal, com a identificação dos elementos técnicos que concorrem para isso, de acordo com o ministro da Economia, Manuel Nunes Júnior, mas refere que para o cumprimento desse desiderato algumas políticas e programas, como as relacionadas com o ambiente de negócios, à competitividade e produtividade e ao emprego e condições de trabalho devem ser amplamente divulgadas nas comunidades.
Segundo Manuel Nunes Júnior, que aponta a economia informal como assunto de profunda abordagem face à importância que se reveste para os países onde o fenómeno se regista, tais políticas visam a melhoria do ambiente de negócios e a concorrência e dão corpo ao programa de reconversão da economia informal, da empregabilidade e de melhoria da organização e das condições de trabalho.
Para o ministro da Economia, torna-se necessário chamar à liça a perspectiva sociocultural, como a que pode dar um sentido definitivo ao verdadeiro papel a desempenhar pelas actividades informais.
O ministro acrescenta que o elemento metodológico cultural e social ajuda a compreender, também, a génese do sector informal.
O ministro disse na altura que a invasão urbana, decorrente da atracção que as expectativas sobre o modelo exercem no meio rural, acabou por contribuir para a sua própria falência. Em vez de ter funcionado como tampão ao inusitado e prejudicial êxodo rural, constituiu-se numa força convergente quase irresistível, que estimulou a constituição dum sector de serviços, como o comércio de bairro e de rua, transporte urbanos, restauração e intermediação financeira desenquadrado do processo normal de crescimento económico.

Justiça e Direitos Humanos Ao falar à margem de uma mesa redonda sobre a economia informal, da iniciativa da Fundação Sagrada Esperança, o ministro da Justiça e Direitos Humanos, Francisco Queirós, defende à criação de uma instituição que se dedique ao estudo das causas do mercado informal e soluções para a sua diminuição em Angola.
Francisco Queirós realçou que a instituição a criar teria como missão propor soluções ao Executivo sobre como resolver o problema da economia informal, a qual teria uma parte dedicada exclusivamente ao estudo das causas desse fenómeno e à utilização dos instrumentos jurídicos.
De qualquer modo, são os desajustamentos sociais e económicos que concorrem para o surgimento da economia informal. Os níveis de escolaridade, a imigração do campo para as cidades e a dificuldade de inserção, os salários baixos e as impropriedades geradas por falhas de mercado, são apontadas como principais causas do fenómeno.