Em 2017, na Baía de Luanda, a Filda mobilizou 247 expositores. Este ano são 372, um aumento de 125 participantes. Portugal, o parente estrangeiro mais amigo, trouxe este ano 25 empresas, contra as 19 do ano passado. São seis novos investidores.
A Rússia, talvez inspirada pelo Mundial, veio à Filda. E com o Ghana foram os baptizados da estréia. E com as empresas portuguesas esteve na Filda o secretário de Estado da internacionalização, Eurico Dias.
“Neste momento, temos mais de 5000 empresas activas, muitas a exportar pela primeira vez, e em 2017 surgiram mais 235 empresas do que no ano anterior, o que é revelador da dinâmica de entrada de novas empresas”, disse.
Nessa Filda, entre os sectores com maior potencial, indicou que se mantém “a presença forte no agroalimentar”, mas existem também oportunidades a nível do fornecimento de equipamentos, materiais de construção, metalurgia e metalomecânica, tecnologias de informação e comunicação, logística e capacitação, sendo esta montra multisetorial “incontornável” para desenvolver contactos e apresentar os seus bens e serviços aos visitantes.

Indústria acende o amarelo
O sector da Indústria, nos mais variados segmentos, está pouco representado na Filda que amanhã encerra.
A ministra da Indústria, Bernarda Martins, que testemunhou a abertura da exposição, presidida pelo ministro da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, admitiu a pouca representatividade do sector, tendo apontado constrangimentos de varia ordem, com destaque para o financeiro.
“Efectivamente as empresas industriais não estão tão bem representadas como seria o nosso desejo”, afirmou.
As empresas, de acordo com a ministra, alegaram dificuldades financeiras para participar da exposição.
Na abertura do evento, terça-feira, o minustro da economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, garantiu que a Filda deverá ser encarada como parte da estratégia de desenvolvimento da economia nacional.
Ao proceder à abertura do seminário sobre “Investimento Privado”, Filda 2018, considerou o PDN uma das condições nucleares para a afluência do investimento privado, embora a sua sustentabilidade dependa de outros factores como a flexibilidade dos processos burocráticos. Falou também da ligeireza de funcionamento das instituições públicas, eficiência dos sistemas de ensino, qualidade das infra-estruturas e o índice do risco-país (que mede o grau de aceitação e credibilidade do país no exterior).