O Huambo completou ontem (21/09), 105 anos, desde que ascendeu à categoria de cidade em 1912, por decreto assinado pelo então governador-geral da província portuguesa de Angola, general José Mendes Ribeiro Norton de Matos com olhos
virados para o desenvolvimento.
O governo da província tem como desafios, a criação de instrumentos necessários para o desenvolvimento e a diversificação da economia, tendo como base o trabalho com dedicação e responsabilidade.
Nesta vertente, o governador da província, João Baptista Kussumua, convida a todos os parceiros, a sociedade civil, políticos e empresários a contribuir para a execução dos projectos traçados em todos os municípios e encoraja-os também a participar nos programas em curso, entre os quais a recuperação das áreas turísticas existentes, requalificação de passeios e lancis, da estufa-fria, do centro da cidade, para dar “uma boa imagem” e atrair mais visitantes.
Dos 66.4 mil milhões de kwanzas cabimentados à província, maior parte foi canalizada para os sectores da saúde e educação, tendo sido o restante destinado aos sectores da energia e águas, habitação, saneamento básico, agricultura, indústria, assim como a outros serviços que concorrem para o desenvolvimento harmonioso da província.
Aos membros do governo, trabalhadores e funcionários públicos, o governador João Baptista Kussumua pediu mais dedicação e responsabilidade nas tarefas que lhes foram incumbidas.
Sustentou que os desafios actuais requerem uma outra forma de ser e de estar e a actual imagem que a cidade do Huambo apresenta é tão só um exemplo de que tudo é possível e que a união faz a força.

Serviços aumentam
A aproximação dos serviços de saúde aos cidadãos, assim como a construção de rampas nos locais públicos e de lazer, para facilitar a locomoção de pessoas portadoras de deficiência, a reabilitação das vias secundárias e terciárias juntam-se a outros gigantescos desafios traçados como o abastecimento de água potável e de energia eléctrica à maioria dos lares do Huambo.
Apesar de alguns constrangimentos, o vasto programa de recuperação e ampliação de infra-estruturas sociais, melhoramento do saneamento básico, requalificação e ordenamento territorial seguem o seu curso normal, tendo sempre em conta o melhoramento da habitabilidade e da vida dos seus habitantes.
A cidade do Huambo é considerada a capital do “saber” por acolher o maior número de alunos da iniciação ao ensino superior, muitos destes provenientes de outras províncias e prepara-se para concorrer à capital ecológica do país nos próximos tempos.
O governo local se propõe igualmente aumentar a oferta dos serviços básicos às populações, dinamizar a actividade comercial, estimular a produção agrícola e a investigação científica como suporte do processo produtivo.
Apesar de o número de estabelecimentos de ensino terem aumentado nos últimos anos, principalmente após a conquista da paz, o governo do Huambo tem entre outras prioridades a construção de mais escolas e inserir cada vez mais alunos no sistema normal de ensino e aprendizagem, reduzir os índices de analfabetismo, principalmente no meio rural.
Aos 105 anos dois grandes projectos estão a ser executados, desde o ano passado, com finalidade prevista para o próximo ano.
Trata-se do projecto de fornecimento de energia eléctrica e de distribuição de água potável aos domicílios, que depois de concluídos vão permitir o relançamento do sector industrial, bem como a melhoria da vida dos citadinos.
Os projectos gigantescos, nunca antes existentes que vão tornar a cidade do Huambo mais atraente e mais dinâmica
desde o ponto de vista produtivo.
Cimento e tinta é outro não menos importante programa com continuidade assegurada e que vai atender os anseios dos habitantes desta urbe de tornar o Huambo uma “Cidade Vida” de facto, para o bem de todos os munícipes e para o bem do país.

Munícipes enaltecem obras
Os munícipes abordados pela reportagem do JE enaltecem o empenho do governo da província do Huambo pelo esforço desenvolvido com vista a melhorar a imagem da cidade.
Os moradores Herculano Sacanombo e Artur Venâncio foram unânimes ao elogiar o desempenho das autoridades locais na promoção da qualidade de vida da população, através da recuperação de infra-estruturas, especificamente dos espaços verdes e de lazer, assim como o melhoramento do saneamento básico.
Neste âmbito, Herculano Sacanombo diz ser importante a participação de todos os cidadãos na manutenção do saneamento do meio, bem como a preservação do património público
colocado à disposição de todos.
Por seu turno, o chefe de secção para área Técnica da administração municipal do Huambo, Delfim Vieira, esclareceu que as obras de requalificação e manutenção das estradas, rede de esgotos e lancis nas principais ruas e avenidas da cidade
tiveram início em Janeiro deste ano.
Hoje, a circulação de veículos e peões se faz com mais segurança, graças ao programa gizado pelo Governo que permitiu igualmente recuperar a sinalização tanto vertical como horizontal nas principais avenidas desta grande urbe.
Quem hoje passa defronte à estufa-fria, desde antigamente considerada o postal da cidade, depara-se com um cenário diferente.
A terceira fase do projecto de requalificação da estufa-fria encontra-se na ponta final da vedação do seu perímetro, definição e pavimentação de pequenos arruamentos internos para transeuntes.
De acordo com os técnicos da administração municipal do Huambo, os trabalhados subsequentes serão paisagísticos e estarão consubstanciados na colocação do mobiliário urbano, colocação de lancis, plantação de jardins, entre outros, que visam tornar o local mais turístico e com um ambiente mais saudável.
O município tem 2.609 quilómetros quadrados e cerca de 1.204.000 habitantes. É limitado a Norte pelo município do Bailundo, a Este pelo município de Tchicala-Tcholohanga, a Sul pelo município do Chipindo e a Oeste pelos municípios de Caála e Ekunha. É constituído pelas comunas
de Chipipa, Huambo e Kalima.