O desenvolvimento da Região Sul de Angola passa pela aposta na Agricultura e pecuária, indústria mineira, com a exploração de rochas ornamentais e reactivação da exploração de ferro e de ouro, no sector agro-industrial, apoiado nos pólos a implantar, logística e transporte e turismo.
A nível da Huíla, a economia está a ser diversificada por via da produção de excedentes agrícolas e de abastecimento dos mercados das províncias do Sul. Na localidade, está a ser desenvolvido um complexo mineiro (ferro e rochas ornamentais) com dinâmicas de inovação e competitividade suportadas por três Pólos Industriais em desenvolvimento nos municípios de Lubango, Matala e Jamba.

Objectivos
O governo local tem como meta a construção e reabilitação de estradas secundárias e terciárias, assim como desenvolver projectos ao longo da cadeia de valor agro-alimentar, nomeadamente a reabilitação de barragens/represas hidroagrícolas e canais de irrigação, a construção de escolas básicas agrárias, escolas de mecânica e mecanização agrícola, sistemas de escoamento e unidades de transformação dos produtos.
Segundo o levantamento do JE, a Huíla é a que tem menos recursos este ano para investir em comparação com as demais da Região Sul. No OGE 2018, a província foi-lhe cedida a verba de 4,592 milhões de kwanzas, muito abaixo do Cunene (Kz 2,6 mil milhões), Namibe (3,9 mil milhões) e Cuando Cubango com 3,6 mil milhões de kwanzas).
Cálculos feitos, na Região Sul vai ser investido até finais do ano 10, 1 mil milhões de kwanzas. Namibe e Cuando Cubango são as que mais vão investir e têm razões mais do que suficiente para crescer mais este ano em relação às outras províncias da zona.
No conjunto das quatro províncias (Huíla, Cunene, Namibe e Cuando Cubango), o orçamento chega a 29, 4 mil milhões de kwanzas, o que representa 0,30% do valor total do Orçamento Geral de 2018 que comporta receitas estimadas em Kz 9.685.550.810.785 (nove triliões, seiscentos e oitenta e cinco biliões, quinhentos e cinquenta milhões, oitocentos e dez mil, setecentos e oitenta e cinco Kwanzas) e despesas fixadas em igual montante.
Cuando Cubango é a província que mais recebe dinheiro público. Na subscrição orçamental, aparece com uma verba de 12,7 mil milhões de kwanzas, a seguir Namibe com 7,4 e Cunene com 7,2 mil milhões de kwanzas.

3,9 Kz mil milhões
Valor de investimento público a ser canalizado para diferentes projectos a nível da província do Namibe no decurso deste ano. 

4,5 milhões de kwanzas
Verbas destinadas para o Governo Provincial da Huíla efectuar investimentos nos sectores identificados até finais de 2018. 

1,99 Kz Mil milhões
É o que a Huíla recebe no OGE 2018, muito abaixo da Região Sul cuja doptação das demais está entre 7 e 12 mil milhões de kwanzas.


Os 16 eixos de desenvolvimento
para região sul entre 2018 e 2022

1 Agricultura e pecuária

Desenvolvimento da agricultura empresarial de regadio e valorização da agricultura tradicional, orientando-a para a produção de excedentes e adequado aproveitamento dos micro-regadios.

2 Indústria mineira
Exploração de rocha ornamental e reactivação da exploração de ferro e de ouro, criando condições para a concretização do investimento privado nestes domínios.

3 Sector agro-industrial
Desenvolvimento sustentado na transformação e conservação dos produtos agro-pecuários e desenvolvimento industrial apoiado nos pólos a implantar no Lubango, Matala e Jamba.

4 Logística e transporte
Terminal multimodal no Lubango e rede de entrepostos de armazenamento e comercialização abrangendo os 14 municípios, com reforço da conectividade rodoviária, ferroviária e marítima (Namibe).

5 Turismo
Potenciar os valores naturais e patrimoniais da Huíla e o desenvolvimento de serviços de suporte de nível superior.

6 Valorização dos recursos humanos
Melhoria dos níveis de educação da população e desenvolvimento de uma mão-de-obra técnica orientada para as necessidades dos sectores chave de desenvolvimento da Região Sul.

7 Okavango
Desenvolvimento do Turismo, com destaque para o Pólo de Desenvolvimento Turístico do Okavango, mas valorizando também os Parques Naturais de Mavinga e de Luiana e os corredores fluviais dos rios Cuito e Cubango, promovendo o reforço da vida selvagem e a instalação de equipamentos de apoio ao turismo.

8 comércio
Relações comerciais transfronteiriças, fomentando a interacção económica com os países vizinhos. Haverá maior valorização da zona fronteiriça de Santa Clara.

9 Energia
Electrificação e segurança energética, envolvendo aumento da capacidade energética e a reabilitação e extensão das redes de distribuição de forma a electrificar os municípios.

10 Água
Acessibilidades dos aglomerados rurais e acesso das populações rurais à água potável e a serviços de saúde.

11 ensino superior
Racionalização da rede de ensino, de forma a viabilizar unidades em falta e reconverter as que se encontram desaproveitadas; reforço das infra-estruturas de educação e Ensino Superior.

12 desminagem
Desminar-se as áreas com maior potencial agrícola e turístico.

13 pescas
Consolidação do sector pesqueiro e desenvolvimento de uma forte indústria piscatória e de transformação do pescado (Tômbwa) e fomento da aquicultura.

14 indústria
Desenvolvimento industrial orientado para a exportação: indústrias de processamento de produtos do mar, rochas ornamentais e produtos siderúrgicos, e também indústrias de apoio à actividade marítima (manutenção, reparação e construção naval e equipamentos).

15 sanidade animal
Desenvolvimento económico e de infra-estruturas produtivas: apoio técnico à produção agro-pecuária familiar (fomento e extensão rural), melhoramento zootécnico e dos níveis de sanidade animal, criação de sistemas de retenção e aproveitamento de águas superficiais (chimpacas e açudes), reabilitação, modernização e expansão das infra-estruturas, equipamentos e circuitos de armazenamento, escoamento e comercialização da produção.

16 estiagem
Aproveitamento dos recursos hídricos e obras hidráulicas estruturantes para fazer face às situações de estiagem e aos riscos de inundações.

17 mineiro e silvícola
Como sectores de equilíbrio da estrutura produtiva, promovendo a exploração racional dos recursos existentes, em particular os minerais de valor económico significativo (pedras preciosas e semi-preciosas, ferro) no município do Cuvelai, os granitos de elevada qualidade do maciço da Curoca e Cahama e as madeiras exóticas de valor comercial (girassonde, mussivi, muvala, muvuca, etc.).