A província da Huíla está a intensificar a produção de calcário “dolomítico”, para a correcção de solos agrícolas.
Para este desafio, a fábrica “Calcários da Huíla”, instituída em 2007, na montanhosa comuna do Tchivinguiro, no município da Humpata (Huíla), pioneira neste ramo de actividade em Angola, tem estado a contribuir para a diminuição das importações de adubos.
A fábrica tem uma capacidade instalada de produção de cerca de 20 mil toneladas por ano, e está inserida na estratégia do processo de diversificação da economia nacional.
Em declarações ao JE, o sócio-gerente da fábrica, João Teixeira, assegurou que no quadro da campanha agrícola 2017-2018, a fábrica está a redobrar a sua produção para fornecer ao Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), uma encomenda de cerca de 500 toneladas de calcário dolomítico, para a correcção de solos que serão incorporados no chamado triângulo do milho constituído pelos municípios de Caconda, Caluquembe, Tchipindo e Chicomba.
“Foi-nos solicitada pelo IDA uma encomenda de 500 toneladas de calcário dolomítico para entregarmos antes da intensidade das chuvas que serão incorporados na correcção dos solos na presente campanha agrícolas em vários municípios”, disse.

Balanço positivo

Informou que as experiências apontam que para aqueles solos ácidos onde foram incorporados o calcário, a produção ultrapassou as cifras dos 100 por cento.
O sócio gerente da Calcário da Huila, apresenta como um exemplo real que ocorreu à quando do ensaio da aplicação do calcário por parte do Ministério da Agricultura e Floresta em 2015, com as mil toneladas de calcário compradas na fabrica, foram feitos ensaios no município de Loduimbali, província do Huambo, cujos resultados sido considerados “extremamente positivos” .
Capacidade instalada
Tecnicamente, a fábrica calcários da Huila, está equipada com materiais de extracção da rocha, e funciona também com um laboratório de análises para certificar se determinado produto serve.
A fábrica ocupa uma área de 100 hectares, e uma mina concedida pelo Estado, onde fazem a exploração de matéria-prima, numa extensão de 300 hectares.
Para o seu arranque, a fábrica beneficiou de um investimento de cerca de 1,9 milhões de dólares americanos, financiados pelo banco BAI bem como fundos próprios, perfazendo um total de 3 milhões de dólares já investidos.
O gestor garantiu que está em curso o processo de reequipamento da unidade industrial, medida que vai permitir incrementar a produção, que poderá passar dos actuais cerca de 20 mil toneladas ano, para mais de 100 mil toneladas.
Actualmente, a fábrica emprega 40 trabalhadores, entre técnicos e administrativos, sendo que mais de 90 por cento são jovens angolanos, com idade média dos 30 aos 40 anos.