Cerca de 1,8 mil milhões de kwanzas foram investidos pelo Executivo angolano para a construção de três parques industriais, nas localidades de Cacuso em Malanje, Catumbela (Benguela) e Tomboco (Zaire), segundo fez saber ao JE, em Luanda, o director-geral do Instituto de Desenvolvimento Industrial de Angola (IDIA), Lourenço Armando.
Construídos no âmbito do relançamento do Programa de Fomento da Indústria Rural (PROFIR) que visa fomentar as empresas rurais, nas comunas e municípios, contribuindo para a criação de valor acrescentado aos produtos bem como para o escoamento das matérias-primas agrícolas.
Com carácter nacional, a sua implementação abrange a construção nos próximos tempos de sete novos Parques Industriais Rurais (PIR), no município do Cachiungo, e a comuna da Calega no Huambo, Maquela do Zombo (Uíge), Andulo (Bié), Dala (Lunda Sul), Quibaxe (Bengo) e Waku Kungo
(Cuanza Sul), respectivamente.
O programa governamental, enquadrado no relançamento da indústria transformadora, pretende promover a criação de empregos, aumentar a produção interna por forma a reduzir as importações de insumos, além de garantir as exportações.

Aceleração da economia
O IDIA prevê, na sua estratégia, acelerar o processo de industrialização, sendo que este desígnio, revela a fonte, está dependente da existência de infra-estruturas adequadas e de qualidade.
Para tal, destaca Lourenço Armando, em todas as províncias vão ser implementados Parques de Desenvolvimento Industriais (PDI) devidamente equipados e dotados de meios e funcionalidades competitivas, principalmente nas áreas de energia eléctrica, água e saneamento.
Apoiados por plataformas logística e de transporte intermodais, os serviços de apoio à indústria terão também como objectivo principal, o surgimento de centros de formação técnica especializada direccionados às necessidades do sector.
“Os PDI constituem infra-estruturas básicas para a actividade do investimento privado para a indústria transformadora nacional”, revelou, depois de precisar que estão inseridos no Programa de Rede Nacional de Pólos de Desenvolvimento Industrial.
A instituição, de acordo com Lourenço Armando, tem em carteira a implementação do programa de adensamento das cadeias produtivas, resultante de uma análise às cadeias produtivas da indústria angolana, no sentido de encontrar linhas de força que possam conduzir ao aumento da produção nacional.

Relançar as moageiras
Face à importância económica do sector da panificação e do seu impacto na qualidade de vida da população, foi desenvolvido um programa que tem como princípio base, melhorar a qualidade dos produtos de panificação inserido no Programa para a Melhoria da Competitividade do Sector Industrial da Panificação e Pastelaria ( PROPÃO).
Os projectos de âmbito nacional, poderão alavancar os clusters e as cadeias produtivas, contribuindo para elevar a produção e a produtividade, geração de emprego qualificado e estruturante.
Apesar dos projectos terem a participação directa do sector privado, a sua promoção por entidades públicas é fundamental.
A curto prazo, revela Lourenço Armando, o IDIA assumirá a dinamização de projectos de interesse nacional, ligado às cadeias produtivas, principalmente do açúcar, celulose, papel, fertilizantes,petroquímica e siderurgia.

Malanje
produz Madeira

A fábrica de exploração e tratamento de madeira, denominada “Abwiki” instalada no Pólo Industrial de Malanje, inicia a sua actividade no próximo ano, com uma previsão de produção diária de 230 metros cúbicos de madeira.
A informação foi prestada à Angop, pelo proprietário da referida fábrica, Carlos Cunha, realçando que a mesma conta com um investimento global de 100 milhões de dólares e nesta altura ultimam-se apenas a compra de equipamentos de ponta para o seu arranque.
Localizada na localidade do Kinguila, município de Malanje, a unidade, segundo Carlos Cunha, visa relançar o fabrico de peças de carpintaria a nível da província e vai proporcionar 150 postos de trabalho para cidadãos nacionais e expatriados.
Com o surgimento da fábrica, a província vai contribuir na geração de empregos e renda das famílias, assim como elevar a produção nacional no domínio madeireiro.

Matéria-prima
Apenas 200 empresas, das 330 que exploraram madeira em 2017, podem ser licenciadas este ano, em todo o país, disse o Ministério da Agricultura e Florestas.
Segundo fonte, a partir de agora, as concessões florestais serão atribuídas às empresas requerentes que dão provas de capacidade técnica para a execução dos projectos de reflorestamento.
Para o “Ano florestal”, o Ministério da Agricultura e Florestas, através do Decreto Executivo 277/18 interdita o abate de algumas espécies, como o Pau-Rosa e o Mussive, sendo que o outro Decreto 278/18 estabelece as quotas.
As florestas em Angola ocupam uma área de 69.382.687 hectares, representando 55,60 por cento da superfície total do país, e não 53 milhões de hectares como se pensava, que correspondia a 43,3 por cento.