O Executivo foi encorajado pelo grupo associativo de empresários nacionais, com o qual o Presidente João Lourenço dialogou na terça-feira, por longas horas, a prosseguir com a sua carteira de investimentos nos sectores da energia, água, estradas e comunicações, visando a acomodação do sector industrial.
Além disso, os empresários querem mais incentivo na atracção do investimento, que é ainda incerta em refinação do petróleo, petroquímica, siderurgia, celulose e papel, fileira automóvel, estaleiros navais e construção de equipamentos. Para a classe empresarial, esse incentivo devia ser feito com receitas da taxa aduaneira a aplicar sobre as exportações do petróleo bruto, na ordem de 1,00%.
Terça-feira foi realizado um fórum económico com a presença de representantes de todas as classes da força associativa empresarial nacional, no qual o Presidente da República procurou transmitir a vontade de o Estado devolver o papel de actor principal da economia ao sector empresarial privado.
Um dia depois de discursar no evento, o Presidente João Lourenço escreveu, na sua conta do twitter, que “cada um, na sua função, é importante para o país”. Na mensagem na rede social, o Presidente referiu ter chegado a esta constatação, após o encontro que manteve com o empresariado nacional. A concluir, João Lourenço sublinhou: “Aprendemos uns com os outros, complementamo-nos. Ganha o Executivo, ganham os empresários, ganha o país”.
Aquando do encontro, o Chefe do Executivo disse que as preocupações e sugestões apresentadas vão ajudar a colocar na prática alguns pontos de vista e ideias inovadoras e ultrapassar, com rapidez, os actuais constrangimentos que impedem o desenvolvimento da actividade empresarial no país.

Recado da classe empresarial
Em linha com as intenções modestas do Executivo, estão os empresários que, a todo custo, procuram não perder o “comboio do progresso” sob comando do Presidente João Lourenço. Por isso, as associações empresariais nacionais presentes produziram as suas ideias, muitas delas já reafirmadas em outros fóruns, para obter do Executivo contemplações àquilo que têm se transformados em “ideias não ouvidas”.
“O que trazemos, são elementos de reflexão colectivas, expressas no caderno já apresentado ao Executivo, em apoio ao PRODESI (Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações) e no quadro da crise enraizada desde 2015, pela queda dos rendimentos do petróleo”, transmitiu, no início da cerimónia,a classe empresarial.
Os empresários disseram que a queda do poder de compra dos cidadãos deve-se à depreciação da moeda e reconhecem que a situação está a levar a que as facturações sejam hoje inferiores a metade, com notórias perdas de postos de trabalho, com quebras no investimento e na receita fiscal e, com isso, a maior dependência externa.
Os empresários associados concordam que as empresas de hoje carecem de medidas urgentes para sobreviverem, sendo essa a maior urgência em termos de política económica que o país deve implementar, para a protecção da classe.
“Mais importante ainda, porque a situação actual pode agravar-se, é o risco da eventual redução das actuais receitas do petróleo, como no passado recente”, em função dos riscos associados de redução da produção, referiram.