A inclusão financeira da população passa pela expansão dos canais de acesso e destruição dos produtos financeiros em todo o território nacional, defendeu o administrador do Banco de Comércio e Indústria para área de Contabilidade e Finanças.
Leão Peres defendeu esta posição durante a palestra sobre educação financeira, dirigida aos estudantes do Instituto Superior Politécnico Independente (ISPI), realizada na cidade do Lubango, província da Huíla, promovida pelo Banco de Comercio e Indústria em parceria com o Banco Nacional de Angola.
O gestor bancário disse que o acesso generalizado aos serviços financeiros está implicitamente associado ao desenvolvimento económico e a redução das desigualdades sociais.
Leão Peres referiu que o estudo do Banco Nacional de Angola realizado em 2017 revela que na dimensão de acesso geográfico existem 50 terminais de pagamento e dois caixas automáticos por 1000 mil quilómetros quadrados. O estudo mostra que existe uma agência bancária por quilometro quadrado.
Acrescentou que no critério de avaliação do acesso o estudo do Banco Nacional de Angola apurou a existência de 221 terminais de pagamento automáticos, 11 caixas automáticas e seis agências bancárias para 100 mil pessoas. Disse que os rácios estão muito abaixo das demandas do mercado.
O administrador do BCI sublinhou a importância do estudo porque permite definir políticas e estratégias de accão para promover nos próximos tempos o acesso dos serviços e produtos bancários, a educação e inclusão financeira da população.
“Este dados além de revelar uma fraca penetração bancária apresenta também distorções em termos de equilibro territorial. Luanda deter maior percentagem dos indicadores financeiros analisados. Eis a razão das longas filas e da falta de adesão das pessoas aos serviços bancários”, disse.
Afirmou que a inclusão financeira contribui para o desenvolvimento sustentável do país como instrumento de redução da pobreza e mitigação da exclusão social. Leão Peres considera a promoção de uma educação financeira adequada para que os utentes estejam conscientes e seguros para aderir aos serviços.

550 mil pessoas bancarizadas

O director regional do Banco Nacional de Angola, Sandro Santos, lembrou que o processo de educação financeira iniciado em 2010 já atingiu mais de 550 mil pessoas, mas a introdução da educação financeira como plano curricular no primeiro e segundo ciclos do sistema de ensino em angola é um dos marcos que o banco central quer ver concrtetizado nos próximos tempos.
Sandro Santos disse que a adopção de regras de regulamentação, supervisão, auditoria, avaliação de risco compliance e a monitorização de toda banca tem permitido uma gradual consolidação do sistema financeiro.
“É importante o comportamento das acções, enquanto autoridade monetária e cambial no que diz respeito à avaliação da qualidade dos activos dos bancos comerciais em Angola. A educação financeira é parte integrante e importante das políticas do Banco Nacional de Angola”, disse.