O sector industrial na província do Huambo espera por melhores dias. As novas políticas traçadas pelo Governo vão no sentido do relançamento do sector, através do Pólo de Desenvolvimento Industrial da Caála.
Com apoio das estruturas centrais e parceiros privados, as autoridades locais procuram recuperar o tempo e, já são visíveis alguns sinais deste esforço, que numa primeira fase está a ser movimentada pela indústria transformadora.
No local, para além de várias solicitações por muitos empresários, já funcionam unidades fabris de carteiras, colchões e de utensílios de plástico que por sua vez geraram muitos postos de emprego para os jovens desta província.
Além deste Pólo de Desenvolvimento Industrial da Caála, existem na província do Huambo cerca de 149 unidades fabris, constituídas por pequenas, médias e micro-empresas, com uma força de trabalho de 1.700 trabalhadores.
As expectativas apontam para o crescimento do sector, quando estiverem ultrapassadas as principais dificuldades de energia eléctrica.
O arranque, nos próximos tempos das duas turbinas de energia, na subestação de Belém, no sector do Dango, arredores da cidade vai, sem dúvidas ajudar a alavancar o sector industrial no Huambo aumentar e melhorar
a oferta de serviços e bens.

Recuperar o estatuto
A província do Huambo teve o segundo maior parque industrial do país depois da capital, Luanda. Porém, hoje passado o período de conflito, pequenas indústrias de transformação surgem, embora timidamente um pouco por todo o lado, principalmente na capital da província, como carpintarias, padarias, fábricas de bloco, serralharias, água mineral, etc. e muito recentemente o ressurgimento da fábrica da Cuca, que já produz, não só para o benefício da província, mas também para as vizinhas províncias do Bié, Cuando Cubango e Moxico.
O volume de produção destas mini-indústrias ainda está muito aquém de satisfazer o mercado que se mostra cada vez mais exigente, por falta de condições e de matéria-prima, que em situação normal deveria
ser produzida localmente.
O Pólo Industrial da Caála foi Concebido para a instalação de 40 fábricas, numa primeira fase, das quais 18 projectos já deram entrada no Ministério da Indústria para a sua avaliação.
Vários investidores interessados em fazer aplicações no sector industrial do Huambo, têm os seus projectos elaborados, carecendo apenas de avaliação pelo ministério de tutela antes da sua implantação.
Actualmente, estão reservados cerca de 1.087 hectares para o sector industrial, e destes 25 hectares serão infra-estruturados pelo Estado para atrair mais investidores.
A maioria dos principais investidores deste projecto são angolanos, havendo também estrangeiros e parcerias entre
empresários angolanos e estrangeiros, o que leva a concluir que existem muitos investidores angolanos a participar do projecto.

Ganhos
Para o desenvolvimento industrial da província foi escolhido o município da Caála por reunir melhores condições e melhor localização. Pelo município passam as principais vias de comunicação entre o litoral, centro e leste do país, e todas as linhas de transportação de energia a partir da barragem do Ngove.
E é no rio Kunhoñgamwa onde será estabelecido o sistema de captação e tratamento de água que vai alimentar as indústrias, enfim, a Caála está melhor posicionada em relação aos outros municípios.
Huambo quase não tem indústria mineira. A actividade neste segmento tem se limitado mais à exploração de inertes e à prospecção de alguns metais nobres, como o cobre e outros básicos, em alguns municípios.
Por exemplo, está em curso a prospecção destes metais, nos municípios do Longonjo, Ukuma, Bailundo, Mungo e parte do Andulo (Bié), por algumas empresas vocacionadas para o efeito.