A produção interna de carne está aquém das necessidades do mercado, uma situação que o Governo pretende inverter nos próximos anos com os investimentos em curso em todo o país.
Dados disponíveis, indicam que no ano passado o país importou 420 mil toneladas de carne bovina, suína e aves. No mesmo período, a produção interna foi de, aproximadamente, 50 mil toneladas.
A produção de carne como todas as actividades agro-pecuárias em Angola, enfrenta numerosas dificuldades, resultantes das suas ineficiências que reduzem, por vezes, de forma determinante, a sua rentabilidade.

Contribuição de cooperativas
Nesta conformidade, as diversas actividades a desenvolver pela cooperativa são consideradas, pelos seus sócios, de primordial importância de prestação de um apoio técnico à produção e a execução de acções, a montante e a jusante da actividade, que assegurem a competitividade da produção de carne nos mercados nacionais.
Já as autoridades defendem a modificação do cenário e indicam o contributo da Cooperativa dos Criadores do Sul de Angola como fundamental, já que existem potencialidades enormes na região, carecendo apenas de esforço, tanto do sector empresarial, como do Executivo, que continuará a prestar o seu apoio institucional. A coabitação entre os associados da Cooperativa dos Criadores de Gado do Sul de Angola (CCGSA) e os criadores tradicionais é encarada como factor importante por constituir método viável para contribuir no programa de combate à fome e à pobreza e de diversificação económica.
No quadro do desenvolvimento sustentável e consolidação da produção local, existe, no sector agro-pecuário, huilano, o programa de manutenção do rebanho estimado em 1,2 milhão de cabeças de gado bovino.
A promoção de campanhas de vacinação e o programa de melhoramento do gado autóctone, com a introdução de reprodutores de raça melhorada, visando a melhoria das características produtivas locais do rebanho.
Existe uma coabitação entre o sector agrícola familiar e empresarial que está a permitir haver um crescimento significativo do sector produtivo.
Está em curso na Huíla, o projecto de combate à Zoonoses, com registo de animais e construção de casas de matanças e salas de abate, para conferir maior salubridade aos produtos pecuários, disciplinar e desencorajar os abates clandestinos. No âmbito do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza (PMIDRCP), foram reabilitadas/reconstruídas várias mangas de vacinação e tanques banheiros em todos os municípios da província.
Com vista a proporcionar ainda mais melhorias no sector agro-pecuário, o Governo Provincial da Huíla, projectou no seu Plano de Desenvolvimento de Médio Prazo, um valor correspondente a 12 por cento do orçamento total previsto, para o desenvolvimento da agricultura, pecuária e pescas.
O director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Huíla, Lutero Campos, informou que a população ganadeira da província da Huíla é constituída por um universo de 1.243.073 cabeças, distribuídas em Quipungo 201 mil, Gambos 180 mil, Chibia 160 mil, Matala 150 mil, Lubango 140 mil, Quilengues 80 mil, Cacula 70 mil, Chicomba 54.200, Jamba 50 mil, Caluquembe 40 mil, Humpata 36 mil, Caconda 35 mil, Cuvango 27.500 e Chipindo 18 mil.
Referiu que tem-se promovido a manutenção do rebanho bovino que compõe nesta altura mais de 1.200.000 cabeças de gado bovino, o que faz deste o principal rebanho do país.