O vice-Presidente da República, Manuel Domingos Vicente, afirmou ontem, em Luanda, durante o discurso de abertura da conferência do centenário do diamante angolano 2013, que a diversificação do sector diamantífero angolano vai contribuir para o crescimento da economia.

Manuel Vicente revelou ainda que o sector diamantífero será de capital importância para a estratégia de desenvolvimento do país ate 2025, que já está em curso, deverá garantir valor acrescentado à economia nacional e contribuir para a sua diversificação, assim como o desenvolvimento sustentável.

O governante lembrou igualmente que o sector dos diamantes tem também um papel fundamental no plano de desenvolvimento de médio prazo 2013-2017, cuja preparação deu-se recentemente com o lançamento do Plano Nacional de Geologia (PLANAGEO), que vai permitir fazer um levantamento do potencial, quantidade e qualidade dos minerais existentes.

O vice-Presidente da República destacou que aquele plano deve permitir o saneamento das concessões e a actualização do cadastro do país, de modo a incentivar a reactivação dos projectos paralisados em 2008, devido à crise económica.

Com efeito, Manuel Vicente  frisou que o sector diamantífero vai ainda contribuir para o aumento das contribuições fiscais, desenvolvimento de parcerias entre as empresas nacionais e grandes companhias internacionais, além de erradicar a exploração ilegal e fomentar a exploração artesanal sustentável.

Enquadradada nas comemorações dos 100 anos da descoberta do diamante angolano, a conferência internacional teve como objectivos apresentar aos participantes as potencialidades diamantíferas nacionais, captar investidores para os seus projectos, reflectir sobre o passado e o presente e perspectivar os próximos anos.

Projectos em curso
Enquanto isso, o ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, revelou que o subsector dos diamantes  vai aumentar a sua contribuição no Orçamento Geral do Estado, com a entrada em funcionamento de novas minas diamantíferas.

“Este ano, são capazes de entrar mais alguns projectos, talvez mais três ou quatro e prevemos que, no final de 2013, possamos ter um aumento substancial da produção de diamantes”, informou.

A Endiama perspectiva para este ano a entrada em produção, na província da Lunda-Norte, das minas de Cambange (ex-Luarica), Calonda e Uári, paralisadas desde 2008.

Dados da Endiama referem que a empresa prevê, igualmente para o final do ano em curso, a entrada em produção de quatro outras minas. Trata-se das minas de Tchege (Lunda-Sul), Maua (Malanje), Tchiuzo (Lunda-Norte) e Chiri (Lunda-Sul). As duas primeiras são explorações aluvionares (em rios) e as duas últimas são kimberlitos.

Com efeito, o presidente do conselho de administração daquela concessionária nacional, Carlos Sumbula, anfitrião do evento, recordou a longa trajectória percorrida pelo país aquando do lançamenro do processo Kimberley.

O gestor da Endiama frisou, entretanto, que, apesar dos desafios enfrentados, Angola continua a empreender esforços para assegurar que a exploração diamantífera gere responsabilidade social, assim como criação de empregos.

Evento para comemorar
O evento que prossegue hoje conta com mais de 700 participantes nacionais ligados aos vários subsectores dos diamantes e do outros minerais bem como 100 personalidades internacionais.

A conferência reserva ainda discussões ligadas à indústria de diamantes e de joalharia, prospecção, pesquisa, produção, comercialização, à lapidção e  aos preços no mercado internacional.

Dividido em três sessões, o encontro de ontem contou ainda  com oradores como a ministra dos Recursos Minerais da África do Sul, Susan Shabangu, os ministros das Minas do Zimbabwe e da RDC, respectivamente, Obert Moses Mpofu e Martin Kabwelulu Labilo, e o presidente do processo Kimbertily, Welile Nhlapo.

Constaram igualmente da lista de intervenientes, os presidentes do Conselho Mundial de Diamantes, da Associação Industrial de Diamantes, da Bolsa de Xangai e do Dubai e do Banco de Diamantes da Antuérpia, respectivamente, Eli Izhakoff, Maxim Shkadov , Qiang Lin, Peter Meeus e Pierre de Bosscher.

Durante o encontro de ontem, foram ainda oradores os governadores da Lunda-Norte, Ernesto Muangala, e da Lunda-Sul, Cândida Narciso, que fizeram igualmente apresentações sobre as potencialidades das regiões no sector mineral.

Produção de diamantes
Em Angola, a produção de diamantes, em 2012, cifrou-se em oito milhões de quilates, o que permitiu arrecadar uma receita  na ordem de cento e dez mil milhões de kwanzas. Neste momento, o preço médio do diamante está avaliado 13 mil kwanzas. Com efeito, a Sodiam, que detém a exclusividade da venda de diamantes, mas não está impedida de estabelecer parceiras com outras empresas, revelou que, em termos de valor, Angola foi o quarto maior produtor do mundo em 2012 e o segundo em África depois do Botswana.Gaspar Micolo


Ovice-Presidente da República, Manuel Domingos Vicente, afirmou ontem, em Luanda, durante o discurso de abertura da conferência do centenário do diamante angolano 2013, que a diversificação do sector diamantífero angolano vai contribuir para o crescimento da economia.
Manuel Vicente revelou ainda que o sector diamantífero será de capital importância para a estratégia de desenvolvimento do país ate 2025, que já está em curso, deverá garantir valor acrescentado à economia nacional e contribuir para a sua diversificação, assim como o desenvolvimento sustentável.
O governante lembrou igualmente que o sector dos diamantes tem também um papel fundamental no plano de desenvolvimento de médio prazo 2013-
-2017, cuja preparação deu-se recentemente com o lançamento do Plano Nacional de Geologia (PLANAGEO), que vai permitir fazer um levantamento do potencial, quantidade e qualidade dos minerais existentes.
O vice-Presidente da República destacou que aquele plano deve permitir o saneamento das concessões e a actualização do cadastro do país, de modo a incentivar a reactivação dos projectos paralisados em 2008, devido à crise económica.
Com efeito, Manuel Vicente  frisou que o sector diamantífero vai ainda contribuir para o aumento das contribuições fiscais, desenvolvimento de parcerias entre as empresas nacionais e grandes companhias internacionais, além de erradicar a exploração ilegal e fomentar a exploração artesanal sustentável.
Enquadradada nas comemorações dos 100 anos da descoberta do diamante angolano, a conferência internacional teve como objectivos apresentar aos participantes as potencialidades diamantíferas nacionais, captar investidores para os seus projectos, reflectir sobre o passado e o presente e perspectivar os próximos anos.

Projectos em curso
Enquanto isso, o ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, revelou que o subsector dos diamantes  vai aumentar a sua contribuição no Orçamento Geral do Estado, com a entrada em funcionamento de novas minas diamantíferas.
“Este ano, são capazes de entrar mais alguns projectos, talvez mais três ou quatro e prevemos que, no final de 2013, possamos ter um aumento substancial da produção de diamantes”, informou.
A Endiama perspectiva para este ano a entrada em produção, na província da Lunda-Norte, das minas de Cambange (ex-Luarica), Calonda e Uári, paralisadas desde 2008.
Dados da Endiama referem que a empresa prevê, igualmente para o final do ano em curso, a entrada em produção de quatro outras minas. Trata-se das minas de Tchege (Lunda-Sul), Maua (Malanje), Tchiuzo (Lunda-Norte) e Chiri (Lunda-Sul). As duas primeiras são explorações aluvionares (em rios) e as duas últimas são kimberlitos.
Com efeito, o presidente do conselho de administração daquela concessionária nacional, Carlos Sumbula, anfitrião do evento, recordou a longa trajectória percorrida pelo país aquando do lançamenro do processo Kimberley.
O gestor da Endiama frisou, entretanto, que, apesar dos desafios enfrentados, Angola continua a empreender esforços para assegurar que a exploração diamantífera gere responsabilidade social, assim como criação de empregos.
Evento para comemorar
O evento que prossegue hoje conta com mais de 700 participantes nacionais ligados aos vários subsectores dos diamantes e do outros minerais bem como 100 personalidades internacionais.
A conferência reserva ainda discussões ligadas à indústria de diamantes e de joalharia, prospecção, pesquisa, produção, comercialização, à lapidção e  aos preços no mercado internacional.
Dividido em três sessões, o encontro de ontem contou ainda  com oradores como a ministra dos Recursos Minerais da África do Sul, Susan Shabangu, os ministros das Minas do Zimbabwe e da RDC, respectivamente, Obert Moses Mpofu e Martin Kabwelulu Labilo, e o presidente do processo Kimbertily, Welile Nhlapo.
Constaram igualmente da lista de intervenientes, os presidentes do Conselho Mundial de Diamantes, da Associação Industrial de Diamantes, da Bolsa de Xangai e do Dubai e do Banco de Diamantes da Antuérpia, respectivamente, Eli Izhakoff, Maxim Shkadov , Qiang Lin, Peter Meeus e Pierre de Bosscher.
Durante o encontro de ontem, foram ainda oradores os governadores da Lunda-Norte, Ernesto Muangala, e da Lunda-Sul, Cândida Narciso, que fizeram igualmente apresentações sobre as potencialidades das regiões no sector mineral.

Produção de diamantes
Em Angola, a produção de diamantes, em 2012, cifrou-se em oito milhões de quilates, o que permitiu arrecadar uma receita  na ordem de cento e dez mil milhões de kwanzas. Neste momento, o preço médio do diamante está avaliado 13 mil kwanzas. Com efeito, a Sodiam, que detém a exclusividade da venda de diamantes, mas não está impedida de estabelecer parceiras com outras empresas, revelou que, em termos de valor, Angola foi o quarto maior produtor do mundo em 2012 e o segundo em África depois do Botswana.