O sector industrial é o mais expressivo em termos de empresas no 3º Salão da Indústria Angolana e 15ª edição da Feira Internacional de Equipamentos e Serviços para a Construção Civil, Obras Públicas, Urbanismo, Arquitectura e Decoração de Interior (Projekta).
Na feira, a decorrer de 14 a 17(domingo), participam 94 empresas do sector industrial, ao passo que o sector da construção expõem 28 empresas de diversos ramos, incluindo as cimenteiras e ligadas aos materiais de construção civil, totalizando 122 empresas contabilizadas no catálogo oficial.
A crise económica e financeira que o país vive associada aos atrasados do Estado às empresas retrairam a participação de firmas angolanas, segundo apurou o Jornal de Economia & Finanças.
As empresas alegam a falta de divisas, a elevada taxa de câmbio, a perda da capacidade para importar e do poder de compra da população como os principais factores.
Do conjunto de instituições financeiras que participam da Expo-Indústria e da Projekta, destaca-se o Banco Bic, Banco de Poupança e Crédito (BPC) e Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA).
No primeiro salão da Expo-Indústria realizado em 2014, contou com a participação de 74 empresas ligadas a vários ramos de actividade.
Já no segundo, 100 e neste, de acordo com a organização do evento, participam 200 empresas. A participação saiu de 74 a 200 empresas, o que demonstra um crescimento em termos de presenças de firmas. Esse número suplanta a da Projekta Angola, que regrediu quanto à inscrição de empresas. Tanto na Expo-Indústria como na Projekta, participam 95 por cento de nacionais.

Sika
Enquanto algumas apresentaram argumentos para se escaparem da Expo, outras aceitaram o desafio. É o caso da multinacional Sika, surcussal suíça presente em Angola sob a forma de sucursal de Portugal.
Está em Angola desde 2010, aplicando tecnologias e uma forte aposta na formação e na produção local, segundo avançou ao JE, Ricardo Rocha, director-geral da Sika Angola.
A firma com presença de mais de 100 país produz bens químicos para a construção e indústria.
“Inauguramos a primeira linha de produção em 2010, a segunda em 2014 e a terceira 2018, pois temos investimentos bastante sustentáveis em Angola”, disse o responsável.
A unidade fabril, localizada no pólo industrial de Viana, proprietária da Sika, ocupa uma área aproximada de 8 mil metros quadrados.

Investimentos
O grupo pretende elevar os investimentos em 2019 acima dos 3.500 milhões de dólares, valores gastos nos últimos investimentos efectuados. Ricardo Rocha está confiante com a abertura do mercado angolano, a julgar pelas perspectivas positivas em 2019. No II semestre do próximo ano, a empresa pretende inaugurar uma nova linha de produção. Apesar de não ter revelado o tipo de investimentos e nem o valor a aplicar, Ricardo Rocha afirmou que o investimento será significativo e permitirá o preenchimento de novos postos de trabalho.
Disse que a unidade fabril em Viana tem capacidade para produzir mais de 100 mil toneladas/ano das três linhas de produção.
A empresa possui 38 trabalhadores com planos de aumentar o número, já com os investimentos a ocorrer em 2019.
A ideia é continuar a admitir novos trabalhadores à medida que surjam novos projectos. Send o assim, a firma de origem suíça está a alinhar com as políticas traçadas pelo Governo em criar-se novas oportunidades de negócios e de emprego. “Estamos alinhados com a política do Governo. Quase 80 por cento dos produtos que vendemos é feito localmente. ”, salientou, adiantando que têm primado sempre pela melhoria da qualidade a que permite exportar para o Quénia, Camarões e Congos.

Firma revela aumento de volume
de negócios para Kz 8 mil milhões

A Ramos Ferreira, vocacionada para a execução de projectos de engenharia e de instalações especiais, almeja aumentar o seu volume de negócios, em Angola, dos 5 mil milhões de kwanzas em 2018, para 8 mil milhões de kwanzas em 2019, sendo a indústria a representar somente 1 por cento em 2018 devido às dificuldades do sector.
O facto foi revelado pela directora de Marketing, Qualidade e Pessoas, Cláudia Vale, no decurso do 3º Salão da Indústria Angolana e 15ª edição da Feira Internacional de Equipamentos e Serviços para a Construção Civil, Obras Públicas, Urbanismo, Arquitectura e Decoração de Interior (Projekta), a decorrer de 14 a 17 de Novembro na Zona Económica Especial (ZEE).
A empresa actua no mercado angolano desde 2010, ajudando nas soluções de engenharia e revestimentos industriais. Espera-se que em 2019 no segmento industrial aumente em 10 por cento o volume de negócios.
“Temos muitos constrangimentos para prosseguir com os investimentos, mas acreditamos que a economia angolana se vai reencontrar no próximo ano”, afirmou. Adiantou que as dificuldades de divisas para importação de matérias-primas e efectuar-se pagamentos a fornecedores externos faz com que a operacionalização dos serviços, sobretudo o cumprimento dos prazos das obras, seja mais lenta.
“Temos valores avultados a receber por parte do Estadoe dívidas em mora por parte de clientes, como é o caso do Hospital Comandante Pedalé... A previsão da liquidação estava para o II trimestre deste ano, mas até agora não aconteceu. Contudo, estamos na expectativa que o Estado regularize a dívida até ao final deste mês”, afirmou.
Cláudia Vale disse que “se a estratégia do Governo continuar a ser é a transparência, os investidores continuarão a apostar e atrair novos investidores”.
Quanto à feira que encerra no domingo, augura bons resultados, pois há perspectivas positivas para a captação de novos clientes no decurso da exposição.
A empresa perspectiva aumentar a nova linha de produção. O grupo tem diversificado ao longo dos anos as suas áreas de actuação e além das Instalações Especiais, desenvolveu em Angola projectos no sector industrial e agro-industrial. Além de Angola, o grupo está presente em Portugal, Moçambique, S. Tomé e Príncipe, Argélia, Marrocos, Argentina, Emirados Árabes Unidos, Dinamarca,Bélgica e França estando a preparar a entrada noutros mercados.