A maior bolsa de negócios de Angola, Filda, apresenta-se como uma ocasião propícia e eficaz para a consolidação das relações comerciais, bem como para se estudar novas parcerias, num mercado cada vez mais atractivo. Com características multissectoriais, na feira estão representados entre outros, os ramos das infra-estruturas, com particular realce para a engenharia, construção civil e energia eléctrica.
Na 30ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), a China é o país convidado, e participa com cerca de 100 empresas, com realce para as ligadas aos sectores da construção civil e indústria. A maior economia da Ásia está a assinalar também 30 anos de cooperação com Angola, onde o grande destaque recai no apoio aos esforços da reconstrução nacional, numa altura em que as trocas comerciais entre os dois países, no ano passado, atingiram os cerca de 3,7 triliões de kwanzas.
Uma das construtoras que está a participar na feira é a China Railway 20 Bureau Group Corporation (CR20), que por sinal, leva a cabo no país, diversos projectos que visam a recuperação dos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) e de Luanda (CFL). Desde 2004, a CR20 desenvolve várias acções, com o apoio de milhares de trabalhadores angolanos e expatriados e 3.300 máquinas.

Ganhos
Segundo a representante da construtora na feira, Maqui Li, a CR20, além de apresentar os projectos já executados, está também a aproveitar o certame para divulgar os novos programas que ainda se encontram em carteira. O sector do comércio é um dos eleitos para futuras parcerias, uma vez que a empresa tem um potencial para explorar este segmento.
“A CR20 é uma das grandes empresas de construção da China, não é por acaso que em 2000 foi licenciada com a categoria de qualidade de negócios estrangeiros pelo Ministério do Comercia da China”, destacou.
A expositora revelou também que dos 100 mil quilómetros de via-férrea da China, 60 por cento do desenho e 40 por cento de construção forma realizadas pela CR20, depois de frisas que na China e no resto do mundo, a empresa desenvolveu mais de 120 caminhos-de-ferro, 200 estradas e 500 obras ligadas a construção de metros, aeroportos, projectos hidráulicos e energia eléctrica.
“Em Angola, actualmente estamos a reabilitar o aeródromo do município do Luau, na província do Moxico, e esperamos ter mais outras obras para continuarmos a ajudar os programas do governo”, sublinhou.

Energia e águas
O sector da energia eléctrica também está em evidência na feira. Por exemplo, a Guangxi Hydroelectric Construction Bureau Angola (GHCB), de origem chinesa, a construtora está ligada a vários projectos no mercado angolano, com realce na reabilitação de estradas, comercialização de materiais de construção civil e produtos agrícolas.
Um dos grandes projectos que está a empreender no país, prende-se com a reabilitação do aproveitamento hidroeléctrico das Mabumas, situado no rio Dande, na província do Bengo, onde depois de concluída a capacidade instalada será de 25,6 kilowatt.
Para a representante da construtora na feira, o evento está a servir como barómetro para a promoção dos projectos, numa altura em que a firma pretende continuar a primar pela qualidade e honrar os seus clientes, a fim de contribuir para o reforço da amizade sino-angola.

Águas
A Gauff, empresa alemã, ligada ao sector de construção civil está também presente no certame, com o intuito de estreitar parcerias e apresentar novos projectos. No mercado angolano há 13 anos, a construtora pretende apostar no sector ambiental, onde prevê tratar as águas residuais. Segundo o responsável da construtora para a área do desenvolvimento de projectos nas províncias, Fernando Sampaio Costa, a feira está a servir para divulgar a iniciativa e encetar parcerias neste domínio.
“O projecto já está elaborado e aguardamos pela sua aprovação por parte dos departamentos ministeriais competentes”, salientou.
No mercado nacional, a construtora está desenvolver vários projectos nas províncias de Luanda, Bengo, Zaire, Uíje, Kwanza-Sul e Huíla, onde reabilita estradas e constrói condutas de água potável.

Indústria
O sector industrial também está em evidência, na maior bolsa de negócio do país, onde os investidores tentam estreitar cada vez mais as parcerias. É o caso da fábrica de vidros Kikolo (FVK), que com uma participação constante, está a aproveitar ao máximo os cinco dias de feira para apresentar aos clientes e parceiros os novos produtos da unidade industrial.
Segundo o director-geral da FVK, António Alves, a Filda “é um veículo muito importante para a transmissão de conhecimento entre os vários sectores produtivos, que se interligam”.
Neste certame, a unidade fabril apresentou o novo equipamento para a instalação nos balneários (produto feito de vidro). “O nosso objectivo é de ser cada vez mais inovadores, fornecer os vidros com qualidade”.
Criada em 2010, a fábrica está localizada na comuna do Kikolo, em Cacuaco (Luanda) e ocupa uma área de produção de 1.800 metros quadrados, onde produz vidros lisos, duplos, temperados laminados e espelhos.
António Alves assegurou que a unidade industrial vende os seus produtos em todo o território nacional, tendo nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro os mais lucrativos.