No segundo dia das actividades do primeiro fórum de negócios realizado, em Luanda, entre os dias 2 e 3, desenvolveu-se uma oficina empresarial, sob responsabilidade do Instituto do Fomento Empresarial (IFE), que juntou vários quadros da área dos recursos humanos, subordinado ao tema “Modalidades de participação do sector empresarial na implementação do programa nacional de formação de quadros”.

Realizada no âmbito do plano nacional de formação de quadros (PNFQ), esta sessão, que contou com responsáveis de recursos humanos de diversas empresas, permitiu debater as principais necessidades de desenvolvimento de competências das empresas e dos principais grupos empresariais angolanos no âmbito dos objectivos definidos no PNFQ.

Durante o discurso de abertura do segundo dia do evento, o ministro da Economia, Abraão Gourgel, sublinhou que as políticas dos últimos anos têm resultado na evolução técnica e comportamental dos gestores nacionais e do seu envolvimento nos cargos superiores, tanto de empresas angolanas, como estrangeiras.

“Os nossos jovens têm demonstrado alinhamento com as necessidades de desenvolvimento do país, procurando investir na sua formação, sobretudo nas áreas das ciências sociais, políticas, da comunicação, gestão e administração. Estas são áreas que têm actualmente níveis de formação de quadros nacionais em linha com as nossas necessidades”.

Abraão Gourgel reconhece que a missão está longe de estar concretizada que é necessário continuar a trabalhar para cumprir os objectivos prioritários do Executivo e de todos os angolanos, identificados no plano nacional de formação de quadros.
“No plano educacional, e de acordo com as estimativas feitas pelos especialistas, são identificadas as áreas prioritárias onde devemos investir em prol do desenvolvimento de Angola, como as ciências médicas e da saúde e as engenharias e as tecnologias. O investimento nestas áreas dará aos nossos jovens a possibilidade de um futuro próspero e de crescimento profissional”.

Abraão Gourgel assegurou que, nos primeiros dois anos de implementação do PNFQ (2013 e 2014), as metas são ambiciosas, pelo que se propõem alcançar um número total dos mais de 300 cursos lançados, para abranger cerca de 24.000 quadros dirigentes, superiores e médios.

“As nossas necessidades não ficam apenas por aqui. Até 2020, o PNFQ pretende envolver as actividades mais informais da nossa economia, formando 80 mil potenciais empreendedores, dos quais 12.5 por cento deverão ser mulheres adultas, maioritariamente oriundas de actividades informais”, explicou.

Entretanto, já que se trata de um tema estratégico e com relevância a nível nacional, este ciclo de discussões, que teve início em Luanda, será alargado, até Abril de 2014, às cidades de Benguela, Huíla, Kuando-Kubango, Malanje, Cabinda e Saurimo.

De acordo com o administrador do IFE, Óscar Rodrigues, ainda no âmbito do PNFQ, o instituto tutelado pelo Ministério da Economia espera recolher o retrato da situação actual com o ciclo de conferências em várias províncias e posteriormente avançar com o apoio na formação de quadros em diversas áreas.

Assim, explica Óscar Rodrigues, o IFE prevê o programa Pitágoras, uma iniciativa que consiste no desenvolvimento e promoção anual de um plano/calendário de formações, em parceria com instituições nacionais e internacionais, com vista a promover cursos, formações, eventos, workshops e seminários, entre outras actividades, que contribuam para a criação de uma cultura empresarial vocacionada para a formação.

Do referido programa de apoio, consta ainda a formação personalizada que prevê um apoio directo às empresas na criação, implementação e monitorização de planos de formação, sendo uma das prioridades a aposta nas áreas de “mentoring & coaching” ,aos empreendedores e gestores nacionais.

O IFE encontra-se sob a tutela do Ministério da Economia e tem por objectivo aliar-se às grandes empresas e grupos empresariais do país e, numa interacção de proximidade, apoiá-las a crescer e introduzir ideias inovadoras de fomento empresarial. O IFE espera ainda contribuir para o aumento da competitividade empresarial.