niversidades e Institutos Superiores Privados preparam-se para mais um ano lectivo. A única diferença reside nos preços que cada instituição pratica. As multiplicidades de cursos oferecidos ao público, bem como o valor das mensalidades, jogam um papel preponderante na escolha da instituição que se pretende frequentar.
As inscrições começaram na segunda semana do mês em curso e terminam em Fevereiro. A adesão as instituições de ensino superior privado ainda é tímidas, o que demonstra alguma dificuldade dos encarregados de educação por conta das dificuldades financeiras de muitas famílias. Mesmo assim, há quem espera ansioso em ingressar numa universidade e fazer o curso que sempre sonhou.
Durante a ronda que o JE fez há algumas universidades, constatou-se que os preços praticados são totalmente variados, além do baixo índice de inscrições nas instituições de ensino privado, situação confirmada por uma funcionária como sendo justificado pelos preços altos das mensalidades praticadas.
Francisco Fernandes, estudante do segundo ano do curso de Arquitectura, diz ter desistido “por não poder pagar as mensalidades”. Para ele, os preços das propinas estão na origem do abandono de muitos estudantes. “As pessoas quando vêem os preços das propinas acabam por desistir de fazer exames de admissão e muitos jovens estão em casa e não se encontram no mercado de trabalho por não haver empregos”, adiantou.
O discente universitário salientou que as associações dos estudantes nada fazem para que o quadro mude ou menos exigir das instituições explicações correctas para o aumento exagerado de propinas em muitas instituições. “Infelizmente nós temos a cultura de assistir quase tudo a acontecer e não fazer nada”, lamentou.
Segundo apurou o JE, 30 em cada 50 estudantes das universidades privadas desistem de continuar os estudos devido ao elevado custo das propinas. As várias instituições privadas do ensino superior que no ano transacto aumentaram os preços das propinas alegam os reajustes devido à actual situação económico-financeira e conjuntural que o país atravessa.
Augusto Manuel, estudante do 4º ano de Gestão de Empresas, salienta a importância das universidades na formação de quadros para uma Nação, mas mostra-se preocupado com os preços praticados pelas universidades que inibem muitos dos jovens e encarregados de educação a matricularem os seus filhos nestas instituições. Ele disse que as universidades públicas não são suficientes para a demanda, por isso, apela às entidades de direito para repensarem o ensino superior privado em Angola para melhor servir os interesses do país.