O atraso que se verifica na atribuição de títulos de concessão de exploração de projectos agro-pecuários, a partir de Luanda, aos investidores nacionais, está a preocupar o administrador municipal da Jamba, Miguel Cassela.
Em declarações ao JE, o responsável disse que a região continua a receber muitas solicitações de investidores nos sectores da agricultura e pecuária, no quadro do programa de diversificação económica, mas a burocracia que se verifica na atribuição dos títulos de concessão tem retraído o curso normal dos programas pré-estabelecidos.
Afirmou que a burocracia que se verifica na atribuição de títulos de concessão de projectos agrícolas e agro-pecuária, a partir da capital do país, para os empresários interessados em investir nos sectores da agricultura e pecuária, no município da Jamba, preocupa a administração local porque pode ser motivo de retracção aos potenciais investidores.
Explicou que a demora na concessão dos títulos preocupa a administração municipal da Jamba porque há muita burocracia neste processo e “gostaríamos que houve-se mais rapidez”.
Esclareceu que a nível local, sobre o processo não se pode fazer nada, sobretudo quando excede mais de 1.000 hectares, porque é da competência do Governo central.
Explicou que o município da Jamba está a atrair muito interesse de empresários interessados em investir nos sectores da agro-pecuária, bem como na criação de pequenas indústrias para a transformação e conservação de cereais, hortaliças e outros.
O território da Jamba é extenso, salientou, o município com maior extensão territorial a nível da província da Huíla, com 12.700 km2 e tem áreas vastas por explorar.

Apoios garantidos
Vários ex-militares estacionados, no município da Jamba, estão a ser inseridos em projectos da agricultura. Miguel Cassela informou que a administração municipal, além de apoiar a agricultura familiar, também pretende apoiar um número
considerado de ex-militares.
Disse que a Jamba tem perto de 1.000 pessoas nesta condição, e a administração municipal local vai distribuir entre 50 e 100 hectares de terras aráveis para cada cooperativa, o que vai permitir ter maior rendimento
para a sua sobrevivência.
Para a sua concretização, salientou, a administração municipal vai adequar tractores e juntas de gado de tracção animal para corresponder com o plano de desenvolvimento local de combate à pobreza.
A nível da Jamwba, sublinhou, existe igualmente o projecto da cooperativa agrícola para 100 ex-militares, na aldeia Ndumba, na sede, o programa de apoio à 30 mulheres rurais no projecto de fabricação de sabão e mel.
A transformação e conservação dos produtos locais é preocupação do Executivo, daí que com a dinamização da atribuição dos títulos de posse de terra, o ganho vai se reflectir no programa de diversificação económica e de combate à fome e à pobreza na região. Salientou que a colocação de fábricas de transformação desses produtos, enquadra-se na perspectiva de apoiar também
as cozinhas dos mineiros.