A redução das assimetrias entre as distintas localidades assumem prioridade no plano nacional de desenvolvimento, com que o Executivo angolano quer, de 2012 até ao ano de 2017, garantir a oferta de infra-estruturas em quantidade e qualidade exigidas.
Definindo eixos principais do desenvolvimento, o plano pretende ainda que a interligação dos diferentes pontos do território se faça de forma combinada entre estradas, portos, aeroportos e caminhos-de-ferro, com o intuito de aproveitar a produção agrícola, a pecuária e a indústria nacional.

O investimento público tem sido o principal vector escolhido pelo Executivo para assegurar que os serviços de que as populações precisam lhes cheguem a estas na edida e condições favoráveis, atendendo em muitos casos às especificidades de cada uma das localidades abrangidas.

No Orçamento Geral de Estado (OGE) para este ano, o programa de investimentos públicos orçado em 14 mil milhões de kwanzas combina a aposta em infra-estruturas com o principal desafio da governação que é formar quadros em número necessário e em áreas em que mais se precise de técnicos especializados.

Conforme consta do Orçamento Geral de Estado (OGE), para este ano, está previsto um total de 1.701,2 mil milhões de kwanzas, mais 49,6 por cento do que o exe­cutado em 2013, sendo que, deste valor orçamentado, 1.270,8 mil milhões de kwanzas (75 por cento do total) serão realizados ao abrigo do programa de investimentos públicos (PIP). Os governadores provinciais têm nas suas agendas orientações precisas, onde a pers­pectiva é criar condições indispen­sáveis para que a economia possa produzir bens e serviços com van­tagens competitivas.

Já no âmbito do plano nacio­nal de desenvolvimento 2013-2017, o Executivo angolano pretende desenvolver acções no domínio da energia, águas, saneamento básico, educação, saúde, plata­forma logística, transportes e redes de frio, para que a economia possa produzir bens e serviços. Uma das áreas de intervenção do PIP 2014, com a qual se pretende concretizar a abertura da econo­mia nacional com os parceiros externos, é a da reabilitação dos aeroportos, portos e caminhos–-de-ferro, os quais vão garantir de forma acelerada a entrada e a saída de bens essenciais.

No global, 0 plano contempla um total de 788 projectos e um valor previsto de investimento no quinquénio (2012-2017) de mais de 900 mil milhões de kwanzas, dos quais cerca de 250 mil milhões são de responsabilidade local e  perto de 650 mil milhões do Executivo central.

Pólos de desenvolvimento
Os pólos de desenvolvimento são parte das estratégias definidas pelo Executivo, cujas políticas de aceleração do programa de industrialização de Angola passam pela construção de pólos  industriais nas 18 províncias.

Foram identificados, desde 2011, altura em que a iniciativa teve um “boom”, 11 pontos para a criação de pólos de desenvolvimento industrial, o que considerou uma oportunidade de negócios no quadro da Lei das Parcerias Público-Privadas.

Quanto ao estado actual dos pólos de desenvolvimento industrial de Viana (Luanda) e da Catumbela (Benguela), afirmou que o primeiro funciona com as primeiras unidades fabris na sua zona económica especial, enquanto o segundo (Catumbela) tem esgotado o espaço disponível para a primeira fase do projecto.

Já em relação aos pólos industriais de Futila (Cabinda), Lucala (Kuanza-Norte), Caála (Huambo), Matala (Huíla), Cacuaco (Luanda), bem como o da região de Icolo e Bengo (Bengo), o secretário de Estado informou que esperam por financiamento para o início da construção.

Investimentos no Namibe
Na província do Namibe, por exemplo, vão ser implementados um total de 788 projectos de investimento público, num exercício financeiro de pouco mais de cinco mil milhões de kwanzas.

O PIP do Namibe, neste ano prevê um total de 66 projectos dos quais 55 novos e 11 já em curso desde o ano presente.
Os 55 novos projectos estão orçados em pouco mais de dois mil milhões  de kwanzas. Outros  dois mil milhões foram aplicados em projectos já em execução.

No mesmo PIP, estão incluídos projectos ligados aos sectores da saúde, educação, energia e águas, agricultura, juventude e desportos, registos, cultura, transportes e telecomunicações, segurança e ordem pública, saneamento, justiça, comércio, hotelaria e turismo e urbanismo e construção.

O Governo vai executar projectos como a construção de escolas com 12, sete e seis salas de aula em todos os municípios da província como Namibe, Virei, Kamucuio, Bibala e, Tombwa, bem como, ampliação da escola técnica de saúde, construção e apetrechamento de laboratórios e construção de banco de urgência no hospital provincial Ngola Kimbanda.

A construção do sistema de captação e distribuição de água e reservatórios, estudo sobre construção de estações desenvolvimento agrário no Namibe de represas nas localidades do Yona, entre outros, estão igualmente planificados dentro dos sectores das águas e agricultura.

O Conselho de Concertação Social do Namibe aprovou o programa de investimentos públicos da província para o ano de 2014, orçado em 15 mil milhões de kwanzas, que prevê a execução de 163 projectos de impacto económico e social, ligados aos sectores do urbanismo e construção, educação, juventude e desportos, saúde, energia e águas.

O conselho tomou conhecimento do plano provincial de desenvolvimento do Namibe de 2013 a 2017, anteriormente designado por plano de desenvolvimento económico e social, assim como as alterações efectuadas na sequência das recomendações do encontro de apresentação do plano ao Governo central.