A consolidação dos ganhos obtidos nos últimos anos, sobretudo a estabilização dos principais indicadores macroeconómicos, constitui a base de fundamentação do desempenho dos vários departamentos ministeriais e governos provincias, traçados no programa de investimentos público (PIP) de 2014.

Conforme consta do Orçamento Geral de Estado (OGE) para este ano, estão previstos um total de 1.701,2 mil milhões de kwanzas, mais 49,6 por cento do que o executado em 2013, sendo que, deste valor orçamentado, 1.270,8 mil milhões de kwanzas (75 por cento do total) serão realizados ao abrigo do programa de investimentos público (PIP). Os governadores provinciais têm nas suas agendas orientações precisas, onde a perspectiva é criar condições indispensáveis para que a economia possa produzir bens e serviços com vantagens competitivas.

Já no âmbito do plano nacional de desenvolvimento 2013-2017, o Executivo angolano pretende desenvolver acções nos domínios da energia, água, saneamento básico, educação, saúde, plataforma logística, transportes e redes de frio, para que a economia  possa produzir bens e serviços. Uma das áreas de intervenção do PIP 2014, com a qual se pretende concretizar a abertura da economia nacional com os parceiros externos, é a da reabilitação dos aeroportos, portos e caminhos-de-ferro, os quais vão garantir de forma acelerada a entrada e saída de bens essenciais.

No relatório de fundamentação do OGE/2014, onde estão expressos os compromissos a desenvolver pelos departamentos ministeriais e até mesmo as empreitadas de âmbito provincial, consta a reabilitação do aeroporto de Catumbela, na província de Benguela, do Dundo, na Lunda- -Norte, assim como o novo porto cais em Cabinda, de iniciativa do Ministério dos Transportes.

Para concretizar estas iniciativas, estão previstas despesas aproximadas em cinco mil milhões de kwanzas, entre receitas ordinárias e linhas de crédito especiais.

Centralidades
Desde 2008 que a principal aposta do Executivo incidiu na construção de centralidades habitacionais. Neste momento, além das já habitadas do Kilamba, Cacuaco, Vida Pacífica (Zango), Kapari e Km 44, estão em bom ritmo as obras das centralidades do Dundo (Lunda-Norte), do Sumbe (Kwanza-Sul), do Huambo, do Quilamosso (Uíje), numa estratégia que deve abranger as 18 províncias que formam a divisão administrativa.

O documento a que o JE teve acesso revela que a construção de infra-estruturas na Centralidade do Zango deverá, nesta fase, consumir mais de 30 mil milhões de kwanzas. Já a de Benguela beneficia de 24 mil milhões, a do Namibe 13 mil milhões, a do Lubango, na Huíla, 60 mil milhões e a do Kilamba 52 mil milhões de kwanzas, respectivamente.

Por sua vez, a Centralidade de Cacuaco deve beneficiar de novos equipamentos sociais, tendo sido definido um orçamento de pouco mais de 15 mil milhões de kwanzas.

O Executivo aprovou também como financiamento de apoio ao desenvolvimento das centralidades uma verba de mais de 26 mil milhões de kwanzas, destinadas à empreitada de fornecimento de energia eléctrica às centralidades de Cabinda e Chimbombo, igualmente em Cabinda.

Transportes públicos
A rede nacional de transportes públicos deve, durante o exercício económico de 2014, manter os investimentos na aquisição de meios para acelerar as ligações inter municipais e provinciais.

Para o efeito, o Ministério dos Transportes (MINTRANS) prevê adquirir 1.000 novos mini-autocarros, investimento a ser suportado por uma linha de crédito fixada em 697 milhões de kwanzas.

O PIP 2014 vai disponibilizar 300 milhões de kwanzas para a construção de novos terminais rodoviários e outros pouco mais de 300 milhões para a implementação de sistemas de gestão informatizada das acções do Minstrans.

 A recuperação de toda uma rede de infra-estruturas configura um dos principais objectivos do Executivo angolano, entre os quais ressalta o compromisso de combate à pobreza no seio das comunidades e isto através do acesso facilitado aos serviços básicos e melhoria da acessibilidade em todas as partes do território nacional.