As entidades públicas e os bancos que actuam no sector financeiro angolano pagaram, em 2016, um total de 44,7 mil milhões de kwanzas em Impostos sobre o Rendimento de Trabalho (IRT), tendo por isso contribuído na subida da arrecadação fiscal.
De acordo com dados disponibilizados pela administração Geral Tributária (AGT), dos 3.092 mil milhões de kwanzas previstos como a receita dos impostos, no OGE 2016, foram colectados 2.645 mil milhões.
Apesar do decréscimo de 14 por cento na arredacação em relação as previsões, os dados da AGT revelam que o Imposto Industrial (aquele que recai sobre os lucros dos contribuintes) continua a ser a maior fatia do bolo, sendo que o Imposto sobre o Rendimento de Trabalho deu um salto positivo, superando os Impostos de Consumo e o Predial Urbano. Este último, em 2016, de acordo com relatório publicado pela AGT, obteve um desempenho positivo, com 50 por cento dos 20,5 mil milhões de kwanzas arrecadados em sede do imposto associado à tributação de rendas.
Naquele ano, em que vigorou a Contribuição Especial sobre as operações bancárias, o Estado arrecadou deste item um total de 22 mil milhões de kwanzas. Esta contribuição, porém, já foi eliminada, sendo que em 2017 já não são cobradas aos clientes bancários nas suas diferentes operações de levantamento.
No exercício em causa, a receita petrolífera acumulada atingiu o valor de 1.340 mil milhões de kwanzas, sendo que representa, contudo, uma quebra de 22 por cento face ao período homólogo de 2015. Em relação as previsões do OGE, a arrecadação petrolífera representa um défice de 13 por cento.
A receita diamantífera acumulada foi de 12.774 mil milhões de kwanzas, valores que revelam um aumento de 48 por cento em relação ao desempenho do ano de 2015.
No global, os sectores diamantífero, agrícola, bancário e da imprensa foram os que registaram maior crescimento.