As empresas eram representativas de diversos sectores económicos deste Estado do Oriente Médio, que possui vasta experiência no domínio da agricultura, indústria, energia e água, tecnologia de informação, capazes de melhorar a dinâmica de geração de empregos locais.
Esta, era de resto, das muitas razões para tornar atractivo o I Fórum Empresarial Angola -Israel, que a capital Luanda acolheu, uma vez que a experiência israelita nos domínios da agricultura, sobretudo, são reconhecidos apesar de ser um Estado num território envolto de deserto e condições naturais adversas à produção agrícola.
Na abertura do I Fórum, o embaixador de Israel, Oren Rosenblat, aproveitou assegurar aos parceiros angolanos que um investimento de 20 milhões de dólares está garantido e vão, nos próximos tempos, melhorar a presença e o impacto dos negócios israelitas.
“Temos um forte potencial comercial em Angola, mas neste momento os números não são muito altos, porque em 2016 foram movimentados cerca de cinco milhões de dólares fruto do momento menos bom da economia, mas perspectivamos aumentar nos próximos anos”, disse.
Por sua vez, o presidente da Câmara de Comércio Israel-Angola, Haim Taib, afirmou que este encontro visa alicerçar as relações entre Israel e Angola na área económica.
Ademais, o presidente da Câmara de Comércio Israel-Angola, Haim Taib, disse que Israel compra de Angola petróleo e diamantes ao passo que o Estado de Israel fornece equipamentos agrícolas, tecnologias, recursos humanos, bolsas de estudo, sementes e consultorias em áreas como da energia e água.
“Trouxemos para Angola 15 empresas que actuam em diferentes sectores desde agricultura e indústria transformadora à tecnologia de informação, para tentarmos fazer subir os níveis de cooperação. Estamos a investir nas províncias de Luanda, Uíje, Huambo, Benguela, Cabinda e Cuanza Sul”, salientou.
Haim Taib informou que a expectiva de criação de parcerias e bons negócios dos israelitas passa por um maior entrosamento com o sistema financeiro que deverá ser capaz de gerar financiamentos para projectos viáveis e que de alguma forma vão trazer mais produtos, emprego e valor acrescentado em termos de conhecimento aos empresários e desta forma poder-se ajudar na diversificação da economia nacional.
Haim Taib referiu que a Câmara de Comércio Israel-Angola junto do Ministério das Finanças de Israel está a trabalhar na criação de políticas para dar seguro de riscos políticos, para Angola poder facilitar linhas de crédito nos bancos comerciais.
“Temos garantias de que Israel até agora já disponibilizou cerca de 120 milhões de dólares de seguros para o Ministério das Finanças de Angola, mas acredito que ainda vamos conseguir cerca de 70 milhões de dólares”, afirma Haim Taib.
Por seu lado, José Rodrigues Alentejo, que esteve no fórum em representação do secretário-geral da Câmara de Comércio e Industria de Angola, salientou que a presença maioritaria de empresas israelitas ligadas ao sector agrícola é uma mais-valia, uma vez que os sectores prioritários prendem-se com a agricultura, pecuária e indústria transformadora.

Criação de Câmara

Da parte angolana, e conforme pronunciamentos do embaixador de Angola em Israel, Feliciano António dos Santos, as pequenas e médias empresas têm sido os principais suportes de sustentação das economias modernas, incluindo as dos países desenvolvidos, por contribuírem na redução do desemprego.
Feliciano António dos Santos que falava durante a sua intervenção no fórum sob o lema “Juntos para o desenvolvimento”, salientou que Israel possui em Angola empresas que exercem a sua actividade, nas áreas da agricultura, diamantes, saúde, educação e telecomunicações.
“Desta forma é importante que mais empresas possam visitar o país e emprestar todo conhecimento para o desenvolvimento em vários sectores produtivos”, frisou Feliciano António dos Santos, dando ênfase que a criação de uma Câmara de Comércio Angola-Israel vai seguramente, alicerçar a cooperação existente há vários anos entre os dois países.
O diplomata afirmou que desta forma vai impulsionar as relações comerciais e económicas nas diversas áreas essenciais para a diversificação da economia em Angola com a presença activa de empresas israelitas no país.
O fórum perspectiva promover a vinda a Angola de mais empresas privadas e impulsionar as relações comerciais e económicas já existentes entre os dois estados.
Segundo o embaixador, com a criação da futura câmara de comércio Angola-Israel espera-se um aumento do volume de negócios, uma vez que mais empresas israelitas poderão se instalar em Angola, desenvolvendo uma parceria mútua e vantajosa.