Para avaliar a qualidade sanitária dos produtos da pesca e seus derivados, em 2018, foram analisadas 1006 amostras, destas 597 destinaram-se à exportação, sendo 426 de crustáceos pelo laboratório de controlo de qualidade, órgão afecto ao Instituto Nacional de Investigação Pesqueira e Marinha (INIPM).
A instituição aponta que, tem realizado análises solicitadas pelos Serviços de Inspecção higio-sanitárias que garantem a inocuidade dos produtos da pesca, com objectivo de facilitar a exportação dos produtos angolanos para o mercado da União Europeia.
A fonte sustenta que, a qualidade microbiológica dos produtos da pesca, derivados e do sal não é preocupante apesar de algumas amostras apresentarem excesso de “aeróbios mesófilos”, já que a qualidade química do sal, crustáceos e farinha de peixe apresenta excesso de
impurezas e iodo no sal nacional.
O sal importado em geral tem baixo teor de iodo, numa altura em que algumas amostras de crustáceos apresentaram excesso de sulfitos e as amostras de farinha de peixe em geral apresentaram
excesso de cloreto.

Apetrechamento
Para fazer face às exigências do mercado actual, a curto prazo, as infra-estruturas da instituição deverão ser ampliadas, de modo a criar mais espaços nas áreas de instrumentação para análises cromatográficas.
O laboratório de controlo de qualidade baseia-se nas normas ISO/IEC 17025, Codex Alimentarius, da União Europeia, e recentemente, rege-se de acordo com o Decreto Presidencial nº179/18 de 2 Agosto que regula a sujeição de análises laboratoriais dos produtos destinados ao
consumo humano e animal.
O instituto pretende dar continuidade à introdução de melhorias no processo de importação e exportação, no sistema de Inspecção e Controlo de Qualidade, em função do Decreto Presidencial 179/18, sobre a sujeição dos produtos importados a análises laboratoriais e do Decreto Presidencial 23/19, de 14 de Janeiro sobre a Cesta Básica, de forma a cumprir o estabelecido no Programa de Melhoria
de Ambiente de Negócios.
Como perspectivas de desenvolvimento, a instituição prevê a longo prazo, a construção de um novo edifício, usar métodos analíticos mais modernos com a aquisição do equipamento “Tempo” que permitirá determinar vários
parâmetros simultaneamente.
Os principais equipamentos do laboratório foram instalados em 2002 e requerem manutenção constante, o que tem condicionado a manutenção dos equipamentos, que actualmente é assegurada pela empresa “Sirus” que está condicionada a divisas para a reposição de peças acessórias dos equipamentos, bem como a falta de representantes das diferentes marcas a nível nacional tem estado a encarecer “muito os custos da manutenção”.