A subida de preços dos principais produtos básicos no mercado está a preocupar a população da cidade do Dundo na Lunda Norte, que clama por uma intervenção mais rigorosa das autoridades.


Numa ronda efectuada pelo JE nos principais mercados formais e informais da cidade do Dundo, os cidadãos falam em subida sem regras de produtos como arroz, fuba de milho, óleo, massa alimentar, feijão e outros que compõem a cesta básica.

A cidadã Domingas Muetcheno, que se dedica à venda ambulante de peixe e carne, nas artérias da cidade do Dundo, manifestou o seu desagrado com a alta no preço da caixa do pescado, que no início do ano ano custava 6 mil kwanzas e está agora a ser
comercializada a 17 mil.

Já Anabela Maria, que também se dedica ao comércio a retalho de produtos perecíveis, disse estar preocupada com a falta de rentabilidade dos negócios, devido à subida dos preços. Por exemplo, a caixa de carne bovina de primeira, antes comercializada a 15 mil kwanzas, custa agora 40 mil, além da perda de lucros.

O funcionário público, Alberto Domingos, pediu às autoridades para rapidamente reverem a situação e reporem o valor social do salário, que, como disse, o que recebe como ordenado mensal já não suporta as despesas domésticas.

“Os preços estão muito especulativos e o salário agora não chega, nem para comprar uma caixa de carne”, disse, pedindo a intervenção das autoridades para se pôr cobro a esta situação.

O saco de arroz de 25 quilogramas em Janeiro custava 3.000 kwanzas, neste momento é comprado a 6.400, enquanto o de feijão está a ser comercializado a 15.000, contra os 6.500 no mês de Janeiro.

O saco de fuba de milho custa 6.300, enquanto em Janeiro custava 3.100, assim como a caixa de óleo alimentar que está a ser comercializada a 6.700, contra os 3.900 kwanzas. A lata de leite Nido é vendida a 6.800, contra os 3.500 em Janeiro.

Face à especulação, as autoridades da Lunda Norte promoveram no início desta semana um encontro com a classe empresarial local.
O encontro presidido pelo governador provincial da Lunda Norte, Ernesto Muangala, resultou na criação de uma brigada, destinada a regular os preços especulativos dos produtos básicos.

A brigada é constituída por inspectores do Comércio, Inadec, Serviços de Investigação Criminal, Câmara do Comercio e Indústria e Serviço de Emigração e Estrangeiros e Saúde.

No encontro com a classe empresarial, o governante, disse que a constituição da brigada tem como objectivo fiscalizar constantemente os estabelecimentos comerciais para constatar os preços praticados na venda dos diversos produtos, comparando as facturas de compra em grandes superfícies a folha de cálculo.

Ernesto Muangala efectou antes uma visita de constatação em algumas lojas da província.