Reinaugurado no ano de 2007, pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, o Instituto Médio Agrário de Malanje (IMAM), ligada ao ensino técnico profissional e do segundo ciclo do ensino secundário está apopstado em continuar a formar estudantes nos mais variados sectores, com destaque para o de gestão agronómica e produção vegetal.


Dados indicam que desde a sua criação, a instituição já formou mais de 851 estudantes, dos quais 191 do sexo feminino.

Em entrevista ao JE, o director da mesma instituição, João Pedro Soares, reconheceu que o Imam é um grande ganho.

“A província de Malanje ganhou esta grande instituição que tem sido um grande campo de aprendizagem, que vai contribuir no crescimento do país, a julgar pelos jovens que aqui são formados”, disse.

O director do Iman assegurou que no presente ano lectivo, a instituição lança no mercado de emprego um total de 233 estudantes que estão a ser formados nos diferentes cursos ministrados, com realce para a electricidade, construção civil e produção vegetal.

Segundo assegurou, os alunos formados estão “preparados e capacitados” para fazerem face aos desafios do mercado de emprego e mostrarem as suas competências.

A existência de laboratórios devidamente equipados com tecnologia de última geração é uma mais-valia para a instituição e os formandos.
“Os estudantes estão a beber uma grande experiência, sobretudo no trabalho com equipamentos que auxiliam a prática da engenharia”, realçou o responsável.

Mais-valia
Para os estudantes do curso de produção vegetal, João Soares, afirmou que a instituição tem disponível um campo agrícola onde realizam as suas aulas práticas e fazem o cultivo de alimentos que sustentam a comunidade estudantil interna e os docentes.

João Soares referiu que o Instituto Médio Agrário de Malanje recebe também estudantes provenientes de vários pontos do país com destaque para as províncias de Luanda, Huambo, Benguela, Lundas Sul e Norte e Bié.

O responsável realçou o esforço do Executivo angolano que tem se engajado na melhoria do sistema educacional nacional, nomeadamente com a construção e criação de escolas agrárias um pouco por todo país, o que pode também contribuir para o processo de desenvolvimento socioeconómico.

“O Imam está inserido nos grandes eixos que vão contribuir para o processo de diversificação da economia e no desenvolvimento sustentável de Angola, porque a agricultura é a base de qualquer sociedade” afirmou.

Tempos difíceis
João Soares reconheceu que a época do conflito armado, foi uma das piores para a instituição, porque ficou destruída, e graças as acções do Executivo angolano, o instituto foi recuperado e hoje está a funcionar dando o seu potencial para a formação de jovens angolanos.

Os cursos técnicos de produção vegetal e o de gestão agronómica, adiantou o director do Iman, figuram entre os mais aproveitados e com maior número de turmas disponíveis.

Em função da procura dos estudantes, disse, “ nós temos dado os critérios para a adesão de um certo curso antes do estudante começar a frequentar as aulas, onde incentivamos mais os estudantes a optarem pelos cursos agrícolas, porque além da formação, estamos preocupados em colocar no mercado de trabalho mais agricultores formados.

João Soares disse que a esta altura os estudantes da 12ª, que é o último ano, estão a realizar experiências para apresentar no final do ano lectivo, em Dezembro.

Frutos esperados
Os estudantes do curso de produção vegetal estão a fazer colheitas dos produtos plantados no segundo trimestre deste ano, nomeadamente, o milho, chá de caxinde, alface e outros.

Desde do mês passado (Novembro), os estudantes começaram a apresentar o resultado das experiências que tiveram na plantação em solos diferentes e as vantagens e desvantagens do uso do adubo orgânico e o natural em certas culturas.

Já os cursos de electricidade e de construção civil, fez ainda saber João Soares, também estão movidos e a se prepararem para demonstrarem os seus projectos relacionados ao seu curso.

O director do Instituto Médio Agrário de Malanje revelou que as empresas Biocom e a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE), são os grandes destinos de emprego para os estudantes que lá terminam.

“Até a essa altura, a empresa Biocom, tem sido um dos grandes destinos dos estudantes do curso de produção vegetal que são formados na nossa instituição, e isso só é possível com os 40 anos de independência que o país vive”, disse.

João Soares mostrou-se ainda optimista com um futuro melhor para os estudantes que saírem do Iman, pois com a entrada em funcionamento do Instituto Superior de Tecnologia Agro-alimentar de Malanje, muitos estudantes vão poder prosseguir com a sua formação agrícola até ao ensino superior.

Para o director do Instituto Médio Agrário de Malanje, com os grandes investimentos que a província está a receber no sector agrícola, Malanje pode voltar a tornar-se um celeiro capaz de abastecer várias regiões do país, pois, possui um solo bastante fértil.

João Soares exortou à juventude a se formar em ciências agrárias pois que o futuro de qualquer país está na agricultura.

“Se à juventude, como força motriz do nosso país, engajar-se sériamente na agricultura, vamos conseguir tornar realidade as palavras do saudoso Presidente Dr. António Agostinho Neto que considerava a agricultura como a base e a indústria como o factor decisivo”, realçou.
João Soares apelou finalmente aos jovens a dedicarem-se com afinco nas tarefas socialmente úteis e deixarem de ser levados por gananciosos, quando na verdade, o país tem muito por fazer
e oferecer, concluiu.