As medidas adoptadas no domínio técnico e administrativo visam a modernização, padronização e informatização dos modelos de licença de exploração florestal, guia de trânsito, certificado de origem, certificado de exportação de produtos florestais e fitossanitário.
Destaca-se também, o certificado de produto em estância, certificado de registo de empresa de tratamento da madeira, declaração de fiel depositário, manifesto de propriedade, para garantir a sua fiabilidade e torná-los menos vulneráveis à falsificação.
Foi criado um software de gestão do sistema de emissão e controlo das licenças de exploração florestal e faunística, estabelecimento de quotas de exploração por província e por licença, de modo a assegurar que a capacidade produtiva de cada floresta e província não seja ultrapassada assim como a interdição da exploração das espécies mais exploradas e exportadas, tais como o Mussivi (Guibourtia coleosperma) e Pau Rosa (Swartzia fistuloides).
Ainda no domínio técnico e administrativo, o Governo deliberou a emissão de licenças de exploração anual com volumes certos e não renováveis no mesmo período de exploração, a introdução gradual do regime de contrato de concessão de exploração florestal, saneamento das empresas operadoras no sector florestal, com base na sua capacidade técnica e financeira de intervenção e em conformidade com a legislação aplicável.
Consta ainda das acções aprovadas a obrigação de apresentação de carta de crédito irrevogável ou comprovativo de transferência bancária emitida por um banco no exterior a favor da conta do exportador em banco domiciliado em Angola, nos actos de exportação de produtos florestais, como condição prévia para o seu licenciamento.
A obrigação de apresentação dos contratos de parceria que observem a intervenção de parceiros estrangeiros, para efeitos de verificação e validação pelo Ministério da Agricultura e Florestas (MINAGRIF), de modo a garantir que as operações de prospecção, corte e concentração da madeira sejam exercidas exclusivamente por angolanos, intervindo o parceiro estrangeiro apenas nas questões organizativas e logísticas de apoio à exploração.