O sector do turismo marcou importantes passos em 2018, com destaque para a facilitação de vistos, onde o Executivo angolano isentou, desde o princípio daquele ano, a concessão de vistos para cidadãos de 61 países que pretendam viajar para Angola.
Além deste passo, foram igualmente dados saltos nas actividades de reforço à fiscalização, licenciamento de novos operadores e no ajustamento das unidades hoteleiras aos padrões internacionais.
Por exemplo, segundo a ministra da Hotelaria e Turismo, Ângela Bragança, a remoção das anomalias no sector vão fazer do turismo no país uma fonte de arrecadação de receitas e geradora de postos de trabalho, como uma das apostas do Executivo angolano, nos últimos tempos, tendentes ao desenvolvimento económico, com a participação do sector privado.
A realidade passada constactada, contrariava o disposto no Decreto Presidencial 36/16 de 15 de Fevereiro, sobre o Regime Jurídico da Instalação, Exploração e Funcionamento dos Empreendimentos Turísticos, designadamente a nível da segurança das instalações, equipamentos, funcionamento, qualidade e higiene dos serviços.
Apesar dos sinais positivos verificados no ano passado, a redução do movimento do turismo interno, resultado da má conservação das estradas que ligam as províncias e do elevado preço dos bilhetes de viagem, está a influenciar negativamente na taxa de ocupação de hotéis e resortes do país, motivo que constitui preocupação do Estado.

Monopólio de Luanda
Actualmente, noventa por cento das agências de viagem estão centradas em Luanda, das mais de 150 agências controladas ao nível do país, demonstrando assim uma verdadeira concentração desta actividade em Luanda.
Recentemente, o secretário-geral da Associação dos Hotéis e Risortes de Angola (AHRA), Ramiro Barreira, afirmou ao Jornal de Angola, que enquanto não forem resolvidos os problemas que o sector vive, a taxa de ocupação dos hotéis vai continuar baixa e neste sentido, a isenção de vistos foi uma medida acertada para criar maior abertura ao turismo. “A recuperação das estradas constitui um dos principais elementos para se minimizar o actual quadro”, apontou.

Dados relevantes
Por exemplo, de 2014 para 2016, os preços das diárias nos hotéis de três estrelas recuou 21,4 por cento para os 220 dólares (um recuo nominal de 60 dólares), uma tendência que se verificou no segmento de cinco estrelas, em que as diárias baixaram 24 por cento, descendo dos 500 para os 380 dólares. Os hotéis de quatro estrelas foram os mais afectados pela crise no sector, com os preços médios em queda, nos últimos dois anos para 37,5 por cento para os 300 dólares, menos 130 dólares face ao ano 2014. IB