O sector bancário, em Angola, manteve em 2013, a mesma rota de crescimento que se vem registando desde 2010, fruto das alterações regulamentares a nível da política monetária, cambial e de supervisão impostas pelo Banco Nacional de Angola (BNA).


Segundo o relatório da consultoria Deloitte sobre o desempenho do sector bancário em Angola no ano passado, apresentado em Luanda, o valor total dos activos dos bancos que operam no país fixou-se, em 6.621 mil milhões de kwanzas em 2013, o que representa um crescimento de 12 por cento em relação a 2012.

A análise que resulta da compilação da informação pública disponibilizada pelos bancos comerciais, que actuam no mercado e pelo BNA, indica que a posição relativa entre os bancos se manteve inalterada com o BAI a liderar a lista com 15,7 por cento.

De qualquer modo, avança o relatório, constata-se um incremento ligeiro do peso dos bancos de menor dimensão, o que confirma a tendência decrescente da concentração registada em 2009. Nesse quadro, o ranking total de activos é liderado pelo Banco Angolano de Investimentos (BAI) com 15,7 por cento, seguido do Banco de Poupança e Crédito (BPC) com 14, 9 por cento e do Banco de Fomento Angola (BFA) com 13,1 por cento.

A análise constatou um incremento do peso dos bancos de menor dimensão, o que confirma a tendência decrescente da concentração registada em 2009.Quanto ao crédito líquido sobre depósitos, o estudo refere que, apesar do aumento dessa rubrica, não foi superior ao crescimento dos depósitos, o que se traduziu numa redução do rácio de transformação entre 2012 e 2013, em que assumiu os valores de 60 e 58 por cento, respectivamente.

Pagamentos electrónicos
Sobre os meios de pagamento electrónicos, o estudo refere que continuam a registar um crescimento no mercado nacional. O número de cartões de crédito e de débito aumentou cerca de 37 por cento em 2013, tal como os cartões válidos que registaram um crescimento de 19 por cento.

No que se refere à rede de terminais, o número de caixas automáticas (ATM) e terminais de pagamento automático (TPA) registaram um crescimento de 11 e 35 por cento, respectivamente.

Salienta que o número de ATM aumentou para 2.234 em 2013, comparativamente a 2.014 em 2012, e o de TPA cresceu para 31.716 terminais em 2013 face aos 23.545, em 2012.

Adicionalmente, prossegue o estudo, o número de transacções cresceu cerca de 27 por cento nas transacções realizadas em ATM e 65 nas efectuadas em TPA. Assim, verificou-se que a evolução do número de TPA foi acompanhada pelo aumento das transacções efectuadas, sinal de maior abertura dos agentes económicos para a utilização destes meios de pagamento.

Activos consolidados
Em 2013, o volume de activos agregados dos bancos comerciais cresceu cerca de 12 por cento, verificando-se poucas variações ao nível da estrutura da sua composição quando comparado com o ano anterior.

Assim, o peso do crédito sobre clientes na estrutura global de activos dos bancos em 2013 foi de 41 por cento, permanecendo superior ao do Brasil que verificou um aumento de 3 por cento em 2013. Ainda assim, esses valores continuam abaixo dos mercados mais maduros.

A “banca em análise” é um estudo sobre o sistema financeiro angolano que a Deloitte realiza desde 2006. Compara os bancos em termos de dimensão, rentabilidade e eficiência, juntando estudos globais da economia e do sector, bem como entrevistas com os seus protagonistas.