O mercado de trabalho gerou no exercício económico de 2017, 20 mil 308 novos empregos, sendo o sector da agricultura o que mais se destacou com 38,8 por cento, seguindo-se dos transportes com 21,4.
Segundo o anuário de estatísticas do trabalho estruturado, publicado pela primeira vez em Angola, pelo Maptss, a administração pública registou a inserção de 328 novos empregos, no âmbito do projecto geração de empregos.
O documento, que o JE teve acesso, sustenta ainda que, as empresas, no ano em análise, efectuaram 27 mil 276 colocações directas, das quais 37,7 por cento do sector de prestação de serviços que maior número de colocações registou, seguido do sector da construção civil com 26,9 por cento.
Os pedidos de emprego por habilitações literárias situaram-se em 51 mil 495, sendo o 2º Ciclo o que maior número registou, 22 mil 744 que representa 44 por cento dos pedidos.
A faixa etária com maior predominância em termos de pedidos de emprego é a de 26 a 30 anos e de 21 a 25 anos, representando 32 e 29 por
cento, respectivamente.

Administração Pública

O emprego público em todos os sectores, com excepção do pessoal civil das Forças Armadas, da Polícia Nacional e da Assembleia Nacional foi de 385 mil 423 funcionários e agentes administrativos.
Os sectores que apresentaram maior número de funcionários foram os da educação (169 mil 280) e da saúde (88 mil 264), valores que correspondem a 44 e 23 por cento, respectivamente.
Na distribuição por âmbito, a administração local é a que apresenta maior número de funcionários públicos com 88 por cento, enquanto a central com 12 foi a que apresentou menor número de funcionários públicos.
Já na distribuição dos funcionários por género, o sexo masculino é o que registou maior concentração de funcionários com 58 por cento, sendo o feminino com 42 por cento dos funcionários.
A nível da formação, a Enad realizou 131 acções, representando uma taxa de 93 por cento superando o período homólogo que registou uma taxa de 46. A faixa etária que mais adesão teve aos cursos foi a dos 31 aos 40 anos com 42 por cento.
De realçar que comparativamente com os anos transactos, o ano de 2017 foi o único que o sexo masculino ultrapassou em quantidade o sexo feminino.
A nível do Siac, foram registados no sector público administrativo um total de 691 mil 977 atendimentos com uma variação homóloga de 08 por cento.
O sector empresarial público e privado, registou um total de 2.051.344 atendimentos, verificando uma variação com o período
homólogo de 12 por cento.
No domínio de segurança social, o sistema, registou um total de 142 mil 199 contribuintes, um milhão 638 mil 393 segurados e 132 mil 176 pensionistas.

Formação Profissional

A formação profissional é um subsistema de ensino que no ano de 2017, para atender a demanda, contou com 709 instituições de formação, das quais 176 públicas e 553 privadas, sendo os centros de formação privados os que apresentaram maior número na ordem dos 75 por cento do total de centros a nível nacional.
Comparativamente com o período homólogo registou-se um aumento de 76 instituições de formação.Os centros de formação profissional têm sido os principais fornecedores de mão-de-obra para as empresas de construção civil e às unidades industriais.
Segundo dados do anuário do Maptss, o Sistema Nacional de Formação Profissional (SNFP) formou e lançou para o mercado do trabalho 44 mil 548 formandos nas mais variadas especialidades, sendo 26. 649 do sexo masculino e 17.899 do sexo feminino que corresponde a 60 e 40 por cento dos formandos, respectivamente.
De realçar que comparativamente ao período homólogo verificou-se uma diminuição no nível de aproveitamento dos formandos na ordem de 6 por cento.
No que toca as condições de trabalho, o documento assegura que as acções inspectivas incidiram sobre 5.384 empresas, das quais se destacam o sector do Comércio com 45,7 por cento e dos serviços com 17,7.
A nível nacional as inspecções tiveram uma abrangência de 161.253 trabalhadores, dos quais 152.189 nacionais que corresponde a 94 por cento e 9.064 estrangeiros que corresponde a 6 por cento.
Quanto aos acidentes de trabalho graves e fatais o Maptss registou em 2016, 285 casos e no período em análise 170. Comparativamente ao período homólogo registou-se uma redução na ordem dos 42 e 32 pontos percentuais respectivamente.
O Centro de Saúde e Segurança no Trabalho (CSST), é a entidade reguladora de Segurança Higiene e Saúde no Trabalho em Angola.
No período em análise realizou avaliações no âmbito da saúde e segurança no trabalho à 8.172 trabalhadores, sendo efectuados 29.624 exames médicos e em consequência dos exames determinado a incapacidade laboral 86 trabalhadores.