A couve, tomate amassado, cenoura e outros legumes, estão espalhados pelo chão a mostrar os resquícios de um negócio com muita procura no “Catinton”, o mercado a céu aberto, situado no bairro do Gamek. Os clientes vêem várias bancadas carregadas de verduras e frutas, provenientes do Cuanza Sul, Huambo e Benguela, graças à melhoria que se regista nas vias de circulação rodoviária.
Rosária Gomes mora no Cassenda. Aos sábados são os dias em que vai ao mercado fazer compras para a casa. A distância não lhe impede de se deslocar frequentemente ao local que já é bastante concorrido. Ela e demais frequentadoras do “Catinton”, não buscam outras alternativas, senão elegerem-no como o local para as compras.
Mais vale apena este esforço porque compensa o bolso e permite comprar mais produtos para assegurar a casa durante o mês, com a valência de serem essencialmente bens do campo ainda frescos e com mais qualidade e sanidade aceitável.

Fornecedores
Além do Cuanza Sul, Benguela e Huambo, os outros produtos provêm das províncias do Bié, Huíla, Cuanza Norte, Malanje, Uíge e outros pontos do país, onde a produção agrícola é bastante intensa.
O mercado do “Catinton” tornou-se em poucos anos um local de referência para o comércio de verduras, principalmente, para os retalhistas, grossistas e abastece igualmente os supermercados e restaurantes da cidade de Luanda. Lá vende-se a grosso produtos muito consumidos como a batata rena e doce, couve, cenoura, repolho e tomate.

Início da actividade
A venda começa logo cedo: às 5h00 da manhã. Os comerciantes marcam presença no mercado para a aquisição da verdura transportada por camiões de pequeno porte.
No interior há controladores de camiões, como Berto Sousa. Ele disse que por dia são transportadas para o local, acima de 100 toneladas de verduras, oriundas das fazendas e campos agrícolas do interior. Diariamente, o mercado recebe mais de 25 toneladas de hortaliças carregadas em camiões com capacidade de cinco toneladas cada.
Os alimentos chegam ao mercado embalados em caixas e sacos de 50 quilogramas. Para a entrada de camiões no espaço comercial, o motorista paga uma taxa que varia entre os 500 e os mil kwanzas, se for carrinha ou camião.
Francisco kananga é motorista há algum tempo. transporta no seu camião (de quatro toneladas) couve, cenoura e batata. Segundo o motorista, os produtos trazidos para Luanda vêm previamente encomendados pelos vendedores da praça. A entrega dos produtos efectua-se em função de um contrato entre as vendedoras e os donos das fazendas.
Em relação aos preços de determinadas mercadorias, a reportagem do JE fez uma radiografia do local no passado fim-de-semana e constatou que o balde de batata rena custa em kwanza, 2.000, batata doce 1.500, tomate 1.000,
alface 200, banana 400, banana pão 500, cebola 1.500, fuba de bombó 80, fuba de milho 100, feijão 200, mandioca 70, pimento 100 e cenoura 100 kz. Apesar do momento apertado, os preços estão ainda ao alcance de todos. A procura sobe todos os dias. Prova disso, assiste-se na praça a um aglomerado de gente entre senhoras e senhores. Levar a casa os bens de primeira necessidade é sempre o objectivo.
Maria Catarina sorridente diz que levou pouco dinheiro ao mercado, mas deu para comprar o suficiente para aguentar alguns dias.

 Preços no mercado do catinton

PRODUTOS         PREÇOS
Batata Rena - balde de 10 quilos              2.000 Kz
Batata Doce     - Balde de 10 quilos         1.500 Kz
Tomate  MAduro- Balde de 10 quilos        1.000 Kz
Alface  - por monte                                200 Kz
Banana  - por quilo                                400 Kz
Banana pão -     por quilo                      500 Kz
Cebola - Balde de 10 quilos                    1.500 Kz
Fuba de bombó- por quilo                      80 Kz
fuBA DE MILHO    - por quilo                 100 Kz
Feijão- por quilo                                  200 Kz
mandioca- por monte                          70 Kz
Pimento - por monte                           100 Kz
Cenoura- por monte                           100 Kz