O preço da venda de cimento no Lubango regista desde finais de Setembro um aumento. O saco de 50 quilos de cimento, que custava 1.250 kwanzas,
subiu para 2.100 kwanzas.
A indústria cimenteira tem um papel importante no desenvolvimento mundial. Em todas as obras o cimento está presente pela sua resistência, durabilidade e infinitas possibilidades arquitectónicas. O cimento está presente em obras pequenas, médias e grandes e é o produto mais consumido no mundo a seguir à água.
A subida do preço do cimento que se regista na cidade do Lubango está a causar enormes constrangimentos à população.
Nas casas de venda de cimento verifica-se uma diminuição do produto. Há comerciantes que vendem o saco a 2.100 e 2.150 kwanzas. O preço varia em função da localização do posto de venda.
José Daniel é fabricante de blocos, no bairro Nambambe, arredores da cidade do Lubango. Com um saco de cimento, produz 40 blocos. Ao adquirir o saco de cimento por 2.100 kwanzas perde muito.
Além de blocos, José Daniel produz abobadilhas e vigotas, cujo preço varia em função da dimensão. Para a abobadilha, o cliente gasta 100 kwanzas por unidade. Já o metro da vigota custa 1.200 kwanzas.
Com seis trabalhadores, Feliciana Alexandre é uma empreendedora conhecida na produção de materiais de construção, como vigotas, blocos, abobadilhas. Para ela, o preço do cimento já foi mais alto e agora está mais ou menos.
“Quando o cimento estava barato, o metro da vigota estava entre 1.000 e 1.100 kwanzas. Com o aumento do cimento para 3.500 kwanzas, o preço subiu para 1.400 kwanzas, a abobadilha custava 130 kwanzas.

CIF investe em central eléctrica para assegurar o funcionamento

O grupo China International Fund (CIF) investiu 55,5 milhões de dólares na instalação de uma central térmica em Luanda, para produzir energia eléctrica.
Este investimento é considerado decisivo para a autonomia da fábrica, uma vez que a produção e distribuição de electricidade para o funcionamento das indústrias ainda é deficiente, apesar de os investimentos públicos estarem voltados ao suprimento das necessidades já levantadas.
A central térmica, de acordo com o contrato de investimento privado, aprovado em Setembro, tem por objectivo primário garantir electricidade a fábrica de cimentos do grupo.
Contudo, a CT também distribui 50 megawatts de electricidade à rede pública gerida pela empresa Rede Nacional de Transporte (RNT), num contrato celebrado entre as partes.
Com este investimento foram criados 65 postos de trabalho directos, 19 dos quais para estrangeiros, tendo o Estado se comprometido com a atribuição de incentivos fiscais como a redução em 37,5 por cento na taxa de impostos Industrial, sobre Aplicação de Capital e de Sisa, durante um período de seis anos.

linhas de produção

A unidade do grupo China Internacional Fund (CIF) tem duas linhas de produção, cada uma com capacidade de cinco mil toneladas/dia, sendo a produção anual projectada de 3,6 milhões de toneladas de clinquer e quatro milhões de cimento Portland, a razão de 250 mil sacos de cimento/dia.
A construção da primeira linha de produção começou em Maio de 2009 e foi concluída em Outubro de 2011, com duração de apenas 18 meses.
A unidade fabril emprega 800 trabalhadores angolanos, e possui capacidade para produzir, na sua central térmica, 145 megawatts de energia, de três turbinas, sendo duas a vapor e uma a gás.
Cada turbina, a vapor, produz cerca de 36 MW, enquanto a de gás 37.
O investimento aplicado na construção da fábrica do grupo chinês foi estimado em 80 mil milhões de kwanzas (à época equivalente a 800 milhões de dólares).